O ex-deputado estadual Domiciano Cabral sinalizou, em entrevista à rádio CBN João Pessoa, nesta terça-feira (6), a possibilidade de levar seu grupo político para a base do governador João Azevêdo (PSB). A declaração ocorre dias após ele anunciar sua desfiliação do MDB.
Questionado sobre seu posicionamento político, Domiciano afirmou que está aberto ao diálogo e não descartou uma mudança de alinhamento em relação às eleições passadas. Segundo ele, reavaliações fazem parte do processo democrático.
“Estou aberto ao diálogo com todos. Se a gente tomar uma decisão contrária à que teve na eleição passada, isso é coisa normal da política. Cada eleição se escreve de forma diferente da outra”, afirmou, ao citar como exemplo o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, que já integrou a base governista e hoje é adversário do grupo ao qual pertenceu.
Durante a entrevista, o ex-parlamentar também elogiou a gestão do governador João Azevêdo, classificando-a como um “bom governo”, e demonstrou simpatia por uma eventual aproximação política.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro revelou, na manhã desta terça-feira (6), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Polícia Federal após condenação na trama golpista, caiu e bateu a cabeça durante a madrugada.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, declarou Michelle.

O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele passou o Natal e o Réveillon internado em um hospital na capital federal.
“Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita. Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros. Só Deus.”
Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita da família Bolsonaro ao ex-presidente, que está preso em Brasília, condenado por liderar a tentativa de golpe de estado após as eleições de 2022.
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A nova legislação surge como uma tentativa da administração municipal de dar segurança jurídica à arrecadação, que há anos é pivô de intensas batalhas nos tribunais e na Câmara de Vereadores. Historicamente, a taxa de iluminação em Sapé enfrenta forte rejeição popular; em 2008, um projeto de iniciativa popular com mais de 8 mil assinaturas chegou a derrubar a cobrança original, instituída na gestão do ex-prefeito José Feliciano Filho. Atualmente, a legalidade da permanência dessa taxa ainda aguarda decisão em segunda instância no Tribunal de Justiça da Paraíba.
A aprovação da matéria na Câmara Municipal foi marcada por polêmicas e denúncias de clientelismo. O vereador Rubinho Lucena, que até então integrava a base governista, votou contra o projeto após o rompimento com o prefeito, motivado pela exoneração de aliados e familiares do parlamentar em cargos comissionados. O episódio expôs o uso da máquina pública como moeda de troca política, gerando críticas sobre a prática de “empreguismo” na prefeitura em troca de apoio legislativo.
Apesar da resistência da oposição e de parte da sociedade civil, o projeto foi aprovado com o apoio de nove vereadores: Davyd Matias, Pedro Ramos Cabral, Ricardo Motos, Cassiano Ribeiro Coutinho, Nego Simplicio, Roniery Pereira, José da Rua Nova, Jojó e Graça da Saúde. Apenas os vereadores Rubinho Lucena e Teresinha do Peixe se posicionaram contrários à medida, que foi apelidada por críticos como um “presente de grego” para a população no ano do centenário da cidade. Os demais quatro vereadores estavam ausentes no momento da votação.
Com a publicação da lei, a Prefeitura de Sapé garante o fôlego financeiro proveniente da nova arrecadação, mas deve enfrentar um cenário de desgaste político nos próximos meses. Ativistas e membros da oposição prometem manter a pressão contra a medida, utilizando o histórico de traição das promessas eleitorais e os questionamentos judiciais ainda pendentes como principais argumentos no debate público.
Portal GPS
O governador João Azevêdo (PSB) disse, na manhã desta segunda-feira (05), que o resultado da eleição deste ano “mostrará”que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), “errou” ao optar pelo rompimento com a base governista e firmar aliança com a oposição para disputar o Governo da Paraíba em 2026. Durante o lançamento da revista Paraíba da Gente, com as ações realizadas pelo Poder Executivo Estadual em 2025, Azevêdo lembrou o apoio que deu a Lucena nas últimas eleições municipais.
“Com relação ao prefeito, ele escolheu seu caminho e seguiu. Essa é uma decisão pessoal. Nós não esperávamos que isso acontecesse. Até porque eu tive o prazer de minimamente ajudá-lo na sua caminhada e na sua volta à política, ele estava fora da política e voltou. Todos nosso grupo, não só eu, mas o PP e o Republicanos, fizemos o nosso trabalho, que era dentro daquela aliança fazer o trabalho. Não faço nada para cobrar de ninguém depois. Tudo que faço na minha vida é o que eu acredito que preciso fazer. Não tenho cobrança para quem quer que seja. Quem quiser seguir seus caminhos, que siga. A vida é assim. Somos frutos das nossas escolhas. Temos ônus e bônus de cada escolha. E não tenho preocupação nenhuma com o prefeito. Vamos para disputa e nós vamos mostrar que ele [Cícero] estava errado [ao romper com a base governista]”, afirmou.
Na entrevista coletiva, o gestor estadual também disse que não iria deixar se levar por discussões na oposição e provocou o bloco ao se referir o modo do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), de administrar.
“Não se faz política pensando em adversário. Se faz pensando no projeto que vamos apresentar para Paraíba. É isso aqui. Daqui pra cima, daqui para mais, daqui para frente. É isso que queremos. Se for me basear pela oposição fica complicado. É a gestão de Campina Grande que a gente quer que volte ao Estado? Vá lá em Campina”, indagou.
Saída do governo
No evento, o governador reforçou que deve sair do cargo em abril para disputar o Senado. Mesmo com a desincompatibilização, Azevêdo disse que deixará ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP) um estado equilibrado e com ações planejadas até o próximo ano.
“O estado está pensado e planejado. Saio com a sensação de que o que foi feito e que vai ser feito está planejado. Nunca se fez uma transição nesse estado com a estabilidade fiscal que vamos fazer”, citou.
Maispb
A prefeita de Guarabira, Léa Toscano, e a deputada estadual Camila Toscano realizam, na próxima quinta-feira (8), uma coletiva de imprensa para anunciar o posicionamento político para as eleições estaduais deste ano, com foco no pleito para o Governo da Paraíba. O encontro acontecerá a partir das 17h, na Vila Gourmett, em Guarabira.
O evento será transmitido pelo canal no YouTube da prefeita Léa e pela Rádio Constelação FM, e será aberto à população, lideranças políticas, vereadores e aliados da região do Brejo.
A coletiva deve marcar um momento na construção do cenário político estadual, com o posicionamento das duas lideranças do Brejo paraibano no debate eleitoral da Paraíba.
Léa Toscano – Léa Toscano é a atual prefeita de Guarabira. Ela é formada em administração pública e mãe de quatro filhos, entre eles a deputada estadual Camila Toscano (PSDB). Iniciou a carreira política em 1983, coordenando ações sociais em Guarabira no governo de Zenóbio Toscano. Em 1996, disputou a eleição municipal e tornou-se a primeira mulher prefeita da cidade de Guarabira em mais de 100 anos de história. Foi reeleita em 2000. Já em 2010, Léa Toscano foi eleita deputada estadual. É viúva do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Guarabira, engenheiro civil Zenóbio Toscano de Oliveira.
Camila Toscano – A deputada Camila Toscano está em seu terceiro mandato como deputada estadual. Natural de João Pessoa, com raízes familiares em Guarabira, no Brejo paraibano, é advogada e cresceu no meio da política, acompanhando a atuação dos pais: a ex-deputada Léa Toscano e o ex-deputado e ex-prefeito Zenóbio Toscano. Atualmente, ela é vice-presidente do PSDB Estadual. É atual presidente da Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), integrante da Comissão da Mulher da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e presidente da Rede de Mulheres Parlamentares das Américas. Nacionalmente, fez parte do grupo de estudo da Unale que formulou políticas públicas para combater a violência contra a mulher.
O Governo Federal encaminhou, na última sexta-feira, 2, ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, com sede da reitoria no município de Patos. A iniciativa fortalece a política de interiorização do ensino técnico e superior e reconhece o papel estratégico da cidade como polo regional de educação.
O novo instituto será criado a partir do desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e passará a integrar formalmente a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, tendo Patos como sede administrativa.
Presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) destacou a relevância da proposta para o desenvolvimento regional.
“A descentralização do ensino superior no interior consiste em uma bandeira que abraço desde o meu primeiro mandato. Essa é uma iniciativa que aponta para o futuro, ao fortalecer a formação de mão de obra ainda mais qualificada, atrair empresas e gerar desenvolvimento. Patos já se consolidou como um polo regional de educação e conhecimento, recebendo estudantes de toda a Paraíba e de estados vizinhos. A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano fortalece esse papel e amplia as oportunidades para milhares de jovens”, afirmou.
Hugo Motta ressaltou ainda que a medida reconhece e valoriza o merecimento do povo sertanejo, uma população marcada por grandes vocações, talentos e capacidade de superação, que agora poderá ter seu potencial ainda mais ampliado por meio do acesso ao conhecimento científico, à educação de qualidade e a políticas públicas estruturantes voltadas para o desenvolvimento do interior do Nordeste.
O prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), lembrou o trabalho político e institucional realizado ao longo dos últimos anos para viabilizar a expansão da educação federal no município.
“A implantação e o fortalecimento do IFPB em Patos são fruto de muito diálogo, persistência e articulação do presidente Hugo, em Brasília. Lutamos para que o IFPB viesse para Patos, fizemos a doação do terreno à época, demos apoio institucional e mostramos que a cidade tinha estrutura, demanda e capacidade de se tornar referência educacional no Sertão. Esse novo instituto, a partir do desmembramento, é um passo histórico que coroa esse esforço coletivo”, destacou.
De acordo com o projeto de lei, a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano será regulamentada por ato do Poder Executivo Federal.
A expectativa é que a nova instituição amplie a oferta de cursos técnicos, tecnológicos e superiores, fortalecendo a formação profissional e acadêmica no Sertão paraibano e consolidando Patos como um dos principais centros educacionais do interior do Nordeste.
Camaf Douglas abre 2026 em Juazeiro: peregrinação ao Padre Cícero ao lado do povo de Lagoa de Dentro
O prefeito de Lagoa de Dentro, Camaf Douglas, iniciou 2026 em um gesto de fé e devoção: participou de uma peregrinação ao Padre Cícero, em Juazeiro do Norte (CE), acompanhado da primeira-dama Diana Moreira e de moradores do município.
Em clima de oração e reflexão, o grupo agradeceu conquistas e renovou pedidos por um ano de paz e realizações. Para Camaf, a romaria também simboliza responsabilidade pública e compromisso com a cidade.
“Começar o ano buscando a Deus é fundamental. É um momento de gratidão e de pedir sabedoria para enfrentar os desafios. Pedi um ano de muitas realizações para nossa cidade e para o nosso povo”, afirmou o prefeito.
A presença de dezenas de lagoa-dentrenses reforçou a força da religiosidade e a confiança coletiva em um novo ciclo de trabalho, união e esperança no município.
Nos últimos meses, uma questão tem ganhado força nos bastidores políticos e nas conversas da população de Belém: quem, de fato, está à frente das decisões e da condução administrativa do município? A prefeita constitucional, Dona Aline, ou a vice-prefeita, Dianna Marcela?
A dúvida não surge por acaso. Basta uma observação nas páginas oficiais da Prefeitura para perceber a presença constante da vice-prefeita em inaugurações, comunicados institucionais e mensagens direcionadas à população. Em contrapartida, a imagem da prefeita Dona Aline tem aparecido de forma discreta, muitas vezes em segundo plano, o que tem provocado estranhamento e questionamentos entre moradores e lideranças locais.
Para muitos belenenses, essa exposição recorrente da vice-prefeita acaba transmitindo a sensação de que o protagonismo da gestão não está com quem foi eleita para comandar o Executivo municipal. A pergunta que ecoa nas ruas é direta: por que a prefeita aparece menos do que sua vice nas ações oficiais da Prefeitura?
O debate ganha ainda mais contornos políticos quando se observa o contexto familiar envolvido. A vice-prefeita Dianna Marcela é sobrinha da prefeita Dona Aline e filha de Tarcísio Marcelo, irmão da gestora municipal. Segundo informações que chegaram à nossa reportagem, nos bastidores há a avaliação de que decisões estratégicas e direcionamentos importantes da administração estariam sendo fortemente influenciados por Tarcísio, por meio da atuação política da filha dentro da gestão.
Vale lembrar que Tarcísio Marcelo, ex-prefeito e ex-deputado estadual, teve suas gestões marcadas por diversas denúncias e questionamentos à época, fato que ainda é lembrado por parte da população e do meio político local. Essas lembranças reforçam a preocupação de setores da sociedade quanto à possibilidade de repetição de práticas do passado, agora de forma indireta, por meio de vínculos familiares dentro da atual administração.
Ainda conforme apurado, Tarcísio enxergaria em Dianna Marcela uma esperança de retomada de protagonismo político, projetando nela um futuro eleitoral que ele próprio não conseguiu consolidar. Na eleição municipal de 2016, quando disputou novamente o cargo de prefeito, Tarcísio obteve apenas 1.122 votos, o equivalente a 10,57% dos votos válidos, ficando na terceira colocação e longe da vitória.
Diante desse cenário, cresce na opinião pública a cobrança por mais clareza, equilíbrio institucional e transparência. Afinal, em uma gestão municipal, é fundamental que os papéis estejam bem definidos e que a população saiba, sem ambiguidades, quem governa, quem decide e quem responde oficialmente pelos rumos da cidade.
Enquanto essas dúvidas persistirem, o questionamento segue inevitável: Belém está sendo administrada pela prefeita eleita pelo voto popular ou por uma articulação política que atua nos bastidores do poder?