Em um país de tamanho continental, os números das eleições gerais são tão grandes quanto os desafios dos eleitos. São 147.302.357 brasileiros aptos a escolher o presidente da República, os governadores de 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. Neste ano, 29.090 candidatos pediram registro na Justiça Eleitoral, mas somente 26.938 foram autorizados a concorrer.
As eleições vão mobilizar cerca de 2 milhões de mesários em todo o país, sendo que a metade se ofereceu para trabalhar como voluntário, no primeiro turno do pleito. O mesário tem um papel importante no processo eleitoral: cabe a ele receber e identificar os eleitores, compor as mesas de votos e justificativas, fiscalizar e organizar a seção de votação. Além dos mesários, 15,4 mil servidores da Justiça Eleitoral e 2.645 juízes estarão a postos neste domingo (7).
Para atender os 5.570 municípios, foram distribuídas 556 mil urnas eletrônicas em mais de 480 mil seções eleitorais, instaladas em 95 mil locais de votação. As urnas são levadas a locais remotos, como comunidades ribeirinhas amazônicas e aldeias indígenas. Estarão também no exterior: 500.727 eleitores poderão votar em 99 países. Foram enviadas 744 urnas (680 eletrônicas e 64 de lona) para os 171 locais de votação no exterior.
As urnas de lona foram encaminhadas a países que têm dificuldades alfandegárias, queda de energia e instabilidade política ou com poucos eleitores. O maior número de urnas eletrônicas seguiu para Boston (46) e Miami (45). Os Estados Unidos têm o maior colégio eleitoral no exterior, com 160.005 brasileiros, seguido do Japão (60.708) e de Portugal (39.118).
Acessibilidade
Segundo a Constituição, o voto é obrigatório aos brasileiros, natos ou naturalizados, alfabetizados, com idade entre 18 e 70 anos. Para os jovens de 16 a 17 anos, os idosos com mais de 70 anos e os analfabetos, o voto é facultativo. Diante desse preceito constitucional, a Justiça Eleitoral vem se aprimorando para dar condições de votação a todos. Haverá 45.621 seções eleitorais com acessibilidade.
Neste ano, 940.630 cidadãos com deficiência estão aptos a votar: 332.433 com deficiência de locomoção, 120.195 com deficiência visual e 63.861 com deficiência auditiva. Todas as urnas eletrônicas são preparadas para atender pessoas com deficiência visual: possuem o sistema Braille e a identificação da tecla número cinco nos teclados. Além disso, os tribunais regionais eleitorais vão disponibilizar fones de ouvido nas seções eleitorais especiais e naquelas onde houver solicitação, para atender o eleitor cego ou com deficiência visual.
Tropas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de tropas federais para 510 municípios, no primeiro turno das eleições gerais. Serão atendidos 11 estados: Amazonas, Piauí, Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. A atuação das forças federais visa garantir a normalidade do pleito, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados.
Fonte: Agência Brasil
O candidato a senador Roberto Paulino disse ao Portal ClickPB neste sábado (6), que vai votar no candidato do MDB para presidente da República, Henrique Meirelles, apesar do candidato a governador José Maranhão ter declarado apoio a Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno e ter liberado o MDB para presidente no pleito deste domingo (7).
“Eu voto no candidato do MDB, Meirelles. Segundo turno, aí eu vou decidir com quem eu voto”, disse Roberto Paulino, evitando comentar a decisão de Maranhão e antecipar seu posicionamento sobre segundo turno.
“Maranhão é meu mestre. Eu sou aluno dele, mas às vezes o aluno não segue o professor”, disse Paulino.
O ex-governador Paulino informou que vai votar, em Guarabira, às 10h15 deste domingo (07). Ele é um dos primeiros defensores da candidatura própria do MDB de José Maranhão.
Como é o único candidato da chapa ao Senado, o segundo voto de Paulino irá para Nivaldo Mangueira, do PSOL.
Fonte: Click PB
O senador e candidato a governador da Paraíba José Maranhão (MDB) disse neste sábado (6), por meio da assessoria de campanha, que libera o voto dos seus eleitores para escolha do presidente da República, mas negou apoio a Jair Bolsonaro (PSL). “Não tenho como declarar apoio já que meu partido tem candidato a presidente”, disse o emedebista. A suposta adesão de Maranhão a Bolsonaro num possível cenário de segundo turno contra Fernando Haddad (PT) foi publicada por alguns veículos de comunicação.
A assessoria reforçou que, ainda nessa sexta-feira (5), uma mensagem de José Maranhão deixou os eleitores livres para escolherem os projetos de governos que mais os agradem. O texto nega também alianças informais entre Maranhão e Cássio Cunha Lima (PSDB) e Daniella Ribeiro (Progressistas), que disputam o senado pela chapa encabeçada por Lucélio Cartaxo (PV) para o governo da Paraíba.
José Maranhão tem feito uma campanha isolada da Nacional na Paraíba. Ele tentou descolar seu nome do candidato Henrique Meireles que representa o MDB e consequentemente o atual presidente Michel Temer.
Fonte: Portal Correio
Na noite desta quinta-feira (4), o comício de encerramento do candidato a deputado estadual pelo PSB, Célio Alves, ocorreu na cidade de Guarabira e reuniu uma multidão pelas ruas da cidade.
Eleitores e simpatizantes dos candidatos do PSB se aglomeraram na concentração, na Praça Novo Milênio. Vestidos na cor laranja, portando bandeiras, os milhares de guarabirenses iniciaram o arrastão, o mais belo da campanha, percorrendo os bairros.
Entusiasmada, a multidão cantava as músicas da campanha de Célio e deu a demonstração de que no próximo domingo, a cidade e a região vão consagrar o nome de Célio Alves como deputado estadual.
No bairro do Juá, Célio Alves fez um discurso de agradecimento. Emocionado, o socialista pediu engajamento da militância nesses dias que restam para a eleição e que somente baixem a guarda depois das 5 da tarde do próximo dia 7.
“Essa é uma clara resposta de que é possível fazer uma política diferente. Eu quero agradecer a cada companheiro que esteve conosco nessa caminhada. Eu sei quanto as pessoas se desdobraram, deram o melhor de si em defesa desse projeto. Mas eu gostaria de pedir que até às 5 da tarde do próximo domingo, procurem multiplicar os esforços, converse com seu familiar, convença o seu amigo, diga que nós representamos a nova forma de fazer política, eu me comprometo que não vou decepcionar vocês”, disse.
Célio, além de pedir votos para estadual no 40999, também pediu votos para Gervásio (federal), Veneziano e Luiz Couto (senador), João para governador e defendeu voto em Fernando Haddad para presidente da República.
Emoção é a palavra que traduz o grande “arrastão” político realizado na tarde do último domingo (30), onde milhares de militantes e simpatizantes foram às ruas de Guarabira-PB, demostrar apoio a Roberto Paulino e ao seu projeto político. Um acontecimento que deixou o candidato ao senado federal, extremamente feliz e emocionado com tamanha demonstração de carinho.
Outro fato que emocionou ainda mais Roberto, foi o reencontro com uma mulher de extrema importância em sua vida a Profª “Mimita”, que foi uma de suas primeiras professoras no tempo do colegial. Ao se encontrem ambos não conseguiram conter as lágrimas, um fato que comoveu a todos que presenciaram tamanha demonstração de afeto.
Redação – Portal Independente
O deputado estadual Raniery Paulino (MDB) criticou alguns de seus colegas parlamentares que faltaram à sessão desta terça-feira (2) na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e fizeram com que, por falta de quórum, a sessão não tenha sido realizada. Apenas cinco parlamentares estiveram presentes: Jutay Menezes (PRB), Tovar Correia Lima (PSDB), Janduhy Carneiro (Patriota), o próprio Raniery Paulino e Aníbal Marcolino (Avante), que comandou os trabalhos na ausência do presidente Gervásio Maia (PSB).
Para Raniery, trata-se de uma contradição, tendo em vista que os parlamentares se candidatam para ter um vaga na Assembleia e, quando são eleitos, não comparecem.
“Na verdade é uma contradição. Nós estamos em uma campanha para poder vir para a Assembleia representar o povo da Paraíba e aí quem tem seus mandatos agora não veem defender as suas ideias lamentavelmente. Cada um tem os seus compromissos, eu também tenho os meus, mas estamos aqui. Então imagina: todo mundo pedindo voto para vir para Assembleia e em um dia de sessão não tem quórum suficiente para fazer as sessões”, afirmou.
O emedebista se comprometeu em estar presente nas próximas sessões independente do resultado eleitoral deste domingo (7) e destacou que não “pega bem” para os que faltam.
“Terça-feira que vem, inclusive, eu estarei resignado com o resultado das urnas, estarei aqui cumprindo meu papel. Ganhando ou não ganhando. Não faz sentido em um dia como hoje, uma terça-feira, não ter sessão. Acho que não pega bem”, finalizou.
Fonte: Blog do Gordinho
Apesar do comparecimento a um local de votação nas eleições ou justificativa de ausência ser obrigatório no Brasil, o eleitor é livre para escolher ou não um candidato, já que tem opção de votar em branco ou nulo.
De acordo com o professor especialista em direito eleitoral Daniel Falcão, votos nulos, assim como os brancos, não são computados como válidos e não são contabilizados em um resultado eleitoral. Portanto, não causam o cancelamento de um pleito.
Para defensores da campanha do voto nulo, o Artigo 224 do Código Eleitoral prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país. Segundo Falcão, o grande equívoco dessa teoria está no que se identifica como “nulidade”.
“A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre de outra situação. A constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições.” Outro caso é a opção pelo voto em branco ou nulo. “ Se em uma localidade com 2 mil votos, 1.999 fossem brancos ou nulos, o único voto válido elegeria quem o recebeu”, exemplificou.
O eleitor vota nulo quando digita na urna eletrônica um número que não pertence a nenhum candidato e aperta o botão “confirma”. O voto em branco é registrado quando o eleitor pressiona o botão “branco” e em seguida a tecla verde para confirmar.
O professor Daniel Falcão também alerta que, uma vez confirmado, o voto é contabilizado. “Há casos em que o eleitor vota no primeiro cargo, no caso, deputado federal, confirma e não vota para os demais cargos, abandona a votação. Nessas situações o voto confirmado, mesmo que apenas em um cargo, é contado”, lembra, ao desmentir notícias falsas de que, nesses casos, todos os votos são anulados.
Antes de decidir como vai votar, o eleitor também precisa saber que, ao contrário do que têm sido propagado em redes sociais, votos brancos não são direcionados para o candidato que está à frente na votação. Este mito surgiu com o antigo Código Eleitoral de 1965, que determinava que os brancos contassem para o quociente eleitoral. Isso fazia com que o quociente fosse mais alto, dificultando que legendas partidárias de menor expressão alcançassem o índice. A regra caiu com o código aprovado em 1997.
Abstenções
Segundo o professor Daniel Falcão, a abstenção na votação, mesmo em números elevados, não provoca a realização de uma nova eleição. Nesses casos, os eleitores que não compareceram para votar apenas perdem a oportunidade de escolher seus representantes e manifestam o seu descontentamento.
No próximo domingo (7), os eleitores brasileiros votarão em seis candidatos. A primeira opção na urna será para deputado federal, seguida de deputado estadual ou distrital, senador 1, senador 2, governador e, por último, presidente da República.
Agência Brasil

