Oprefeito de João Pessoa e provável pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (PP), participou neste sábado (28) das festividades do São Pedro no bairro do Nordeste, em Guarabira. O convite partiu da prefeita Léa Toscano (UNIÃO BRASIL) e da deputada estadual Camila Toscano (PSDB), que confirmaram, segundo o jornalista Mofi, apoio à pré-candidatura de Cícero, embora ainda não tenha sido oficializado pelas lideranças.
Durante o evento, Cícero esteve acompanhado de sua cunhada Ernestina Moura, secretária de Saúde de Mulungu e irmã da primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, além do ex-prefeito de Mulungu, Zé Leonel, esposo de Ernestina. A presença da família reforça a importância das articulações políticas e a conexão com lideranças do interior do estado.
Cícero foi calorosamente recepcionado pela prefeita Léa Toscano e pelos vereadores da base aliada, que pousaram para foto ao lado do prefeito da capital. Também marcou presença no São Pedro a mãe do vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, Fátima, irmã da prefeita Léa.
Apesar de ainda não haver uma confirmação oficial sobre a pré-candidatura, fontes próximas indicam que o anúncio formal deve ocorrer em breve, consolidando Cícero Lucena como um dos principais nomes para a disputa eleitoral em 2026.
O evento foi marcado por uma atmosfera de festa e articulação política, destacando o fortalecimento de alianças no Brejo paraibano, região estratégica para o pleito estadual.
Brejo News
O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, participou neste sábado (28) de dois importantes eventos juninos no estado: o São Pedro de Mamanguape e o São João de Sapé. As festas contam com o apoio do Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, que investiu neste ano mais de R$ 54 milhões em 91 municípios.
Em Mamanguape, Lucas Ribeiro foi recepcionado pelo prefeito Joaquim Fernandes, a deputada estadual Daniele do Vale, e lideranças locais. O São Pedro 2025 é considerado o maior da história do município. O evento foi realizado em uma nova área com segurança reforçada e acessibilidade. O sábado teve apresentações de Calcinha Preta, Márcia Fellipe, Alvinho e Forró Saudade. O espaço recebeu milhares de pessoas, movimentando intensamente o comércio e garantindo renda para centenas de ambulantes e trabalhadores locais.
“O São Pedro de Mamanguape mostra como a cultura pode transformar e impulsionar as cidades. Essa é uma festa que gera renda, atrai turistas e promove alegria. Quero parabenizar o prefeito Joaquim Fernandes pela organização e reforçar que o Governo do Estado é parceiro dos municípios que apostam na cultura como motor de desenvolvimento”, destacou o vice-governador.
Já em Sapé, o vice-governador acompanhou a programação de São João, que segue até o dia 30 deste mês. A noite teve apresentação de Fabiana Souto, Joyce Tayná e Calcinha Preta. O São João 2025 está inserido nas comemorações do centenário da cidade e tem como tema “A Chama que Não se Apaga”. Ao lado do prefeito Major Sidnei e políticos locais, Lucas Ribeiro conversou com moradores e destacou a parceria administrativa.
“Celebrar o São João no ano do centenário de Sapé tem um significado ainda mais especial. A cidade está de parabéns por promover uma festa com tanta gente, mas com esse espírito de tranquilidade e alegria. Estamos aqui também celebrando a nossa soma de esforços com o prefeito Major Sidnei para a realização desse evento. O Governo do Estado segue presente, incentivando iniciativas como essa que fortalecem nossa cultura e movimentam a economia de forma concreta, além do foco em tantas área como educação, estradas e habitação que estamos investindo aqui”, destacou Lucas Ribeiro.
Durante as festividades juninas da cidade de Guarabira, a prefeita Léa Toscano, conhecida popularmente como “Tia Léa”, fez declarações contundentes que movimentaram os bastidores da política local. Além de destacar os investimentos de mais de R$ 20 milhões que transformarão Guarabira em um verdadeiro canteiro de obras, a gestora não se esquivou de comentar o rompimento político dos vereadores Alcides Camilo e Gerson do Gesso, que até então integravam sua base aliada.
Com mais de 40 anos de vida pública, Léa foi direta: “Entre o individual e o coletivo, fico com o coletivo. Tenho um nome a zelar. Guarabira conhece minha ética, minha honestidade e minha lealdade.” A prefeita também ironizou a saída dos parlamentares, desafiando-os a explicarem publicamente os verdadeiros motivos da ruptura. “Façam essa pergunta a eles. Os motivos não são republicanos”, disse em tom firme.
Tia Léa lembrou que o clima de insatisfação já vinha desde a eleição da Mesa Diretora da Câmara, em janeiro, e rechaçou qualquer possibilidade de barganha política. “Esse moído já vem de longe. Mas em Guarabira, no meu mandato, esse negócio de toma-lá-dá-cá se encerrou. Fizeram muitos pedidos que eu não tinha como atender. Eu governo para o povo, não para interesses pessoais.”
As declarações caíram como uma bomba no cenário político guarabirense, com forte repercussão também na região do Brejo. Ao mesmo tempo em que consolida obras e mantém as tradições culturais da cidade, Léa Toscano reafirma sua postura de independência e firmeza diante das pressões políticas.
Guarabira, conhecida como a “Rainha do Brejo”, vive um momento de intensos debates e transformações, tanto no chão da cidade quanto nos corredores do poder.
Napoleão Soares
Durante a sessão realizada na última quarta-feira (25), na Câmara Municipal de Cuitegi, a vereadora Nena da Malhada usou a tribuna para fazer duras críticas à administração do prefeito Guilherme Madruga.
Nena denunciou a precariedade na merenda escolar oferecida aos alunos da rede municipal de ensino, afirmando que está sendo servido apenas biscoito com suco – e ainda em pequena quantidade. A vereadora também cobrou melhorias na iluminação pública e denunciou a falta de medicamentos nas unidades de saúde do município.
Além das críticas ao prefeito, Nena também direcionou suas palavras à secretária e primeira-dama Izis Madruga, dizendo que “quem manda na prefeitura é ela”. A vereadora deixou claro que não é contra a mulher ocupar posições de liderança, mas mandou um recado direto:
“Não sou contra a mulher mandar, mas que mande com amor no coração.”
As declarações acaloradas da vereadora repercutiram entre os presentes e devem movimentar o cenário político.
Durante a sessão da Câmara Municipal de Cuitegi realizada na última quarta-feira (25), o vereador Willame Lima, líder da bancada de situação, fez um pronunciamento firme na tribuna. O parlamentar afirmou que não teme prefeito algum e garantiu que continuará exercendo seu papel com independência e compromisso com o povo cuitegiense.
“Fui eleito para defender meu povo, e não é nenhum prefeito que vai cortar a minha língua”, declarou Willame, em tom direto. O vereador ainda aproveitou para alfinetar colegas da Casa Legislativa, afirmando que alguns parlamentares que antes criticavam gestões anteriores agora se calaram, como se “tivessem cortado a língua”.
Willame deixou claro que sua postura será de lealdade ao povo, e não de subserviência ao poder executivo. “Comigo não tem conversa fiada. Estou aqui para fiscalizar, cobrar e trabalhar em favor de quem me colocou aqui: o povo”, completou.
A fala do vereador movimentou os bastidores políticos e gerou repercussão entre os presentes na sessão, reafirmando sua posição de liderança e independência dentro da base aliada ao governo municipal.
O ex-deputado federal, Pedro Cunha Lima (PSD), admitiu, nesta quinta-feira (26), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, disputar uma vaga no Senado nas eleições do próximo ano, caso sua pré-candidatura ao governo do Estado não se concretize.
Pedro disse que o seu foco é a postulação ao executivo e lembrou já ter dado sua contribuição durante os oito anos de mandato como deputado federal.
“Estou focado no executivo, na missão que o executivo pode desempenhar, mas se surgir outro cenário e esse grupo da oposição entender que sou útil, por exemplo, como candidato a senador, não descarto totalmente”, disse.
Durante a entrevista, Pedro Cunha Lima também admitiu não disputar as eleições e lembrou não ter a necessidade de concorrer no pleito de todo jeito.
O senador Efraim Filho (União Brasil) confirmou nesta quarta-feira (25), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, que é oficialmente pré-candidato ao governo da Paraíba nas eleições de 2026. “Estou preparado e competitivo”, disse.
“Está na hora da Paraíba acabar com esse ciclo do PSB, oito anos de Ricardo com oito anos de João, já deu. Está na hora de experimentar novas ideias”, ressaltou.
Efraim disse que a pré-candidatura está alinhada com outras lideranças da oposição.
“Sou pré-candidato em sintonia com Pedro Cunha Lima, Romero Rodrigues e Bruno Cunha Lima”, destacou.
Ao lembrar do resultado das eleições de 2022, o parlamentar disse que já derrotou o grupo político na disputa ao senado e afirmou estar pronto para um novo embate em 2026.
“Já derrotamos o governo na campanha ao Senado, e agora vai chegar a hora de derrotá-lo em 2026?, completou.
Politicajp
A Câmara dos Deputados aprovou proposta que suspende os efeitos de três decretos editados pelo governo federal sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Foram 383 votos para a derrubada do texto presidencial e outros 98 a favor da manutenção. O texto segue para o Senado. Da bancada paraibana, o único voto contra a suspensão do IOF foi de Luiz Couto, seguindo a orientação de seu partido, o PT.
Há expectativa de que o projeto seja votado também no Senado nesta quarta. No início da tarde, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniu com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e avisou que pautaria o texto.
A ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, escreveu no X que não há base jurídica para o projeto que susta o decreto do IOF.
No plenário, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), disse que a Constituição só autoriza o Legislativo a sustar a eficácia dos atos que extrapolam as prerrogativas do Executivo, o que não seria o caso do IOF. “Eu quero saber onde esse decreto do IOF exorbita”, questionou, no plenário.
A inclusão do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) na pauta desta quarta pegou o governo e mesmo aliados do presidente da Câmara, que anunciou a decisão pela votação em uma publicação do fim da noite de terça (24) na rede social X.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), tinha se reunido na terça com Motta e não foi comunicado dessa decisão. Nem mesmo a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela articulação política do governo com o Congresso, foi avisada.
Ministros do Palácio do Planalto e o próprio Lula atuaram nas últimas semanas para evitar a derrubada do decreto.
Porém, no último dia 16, já num recado ao governo federal, a Câmara aprovou o requerimento de urgência do PDL numa votação expressiva: foram 346 votos favoráveis e 97 contrários (eram necessários 257 dos 513 para aprovar a urgência)
A perspectiva do governo era a de conseguir construir um novo acordo nesta semana, quando as atividades do Congresso teriam ritmo reduzido, com parlamentares de estados do Nordeste em suas bases para o São João.
Antes da votação desta quarta, contudo, governistas já reconheciam que havia votos suficientes para a derrubada dos decretos.
A Folha apurou que ao menos três líderes pediram a Motta que ele convocasse uma reunião com as lideranças da Câmara nesta quarta antes da sessão do plenário para discutir o tema e teriam ouvido do presidente da Casa que isso não ocorreria.
A líderes aliados, Motta relatou o sentimento de que o governo quer desgastar o Congresso e a decisão de pautar a projeto foi motivada por esse mal-estar. Falas sobre o baixo nível de atividade das casas nesta semana pioraram os humores.
As críticas do governo aos vetos com impacto na conta de luz também fizeram piorar o clima. Integrantes da cúpula do Congresso se queixam do que enxergam ser ação do Executivo de jogar a culpa sobre a alta da luz para os parlamentares, se eximindo da responsabilidade.
Na sessão do Senado desta quarta, Alcolumbre disse “repudiar com veemência os ataques levianos e injustos que o Congresso” está sofrendo desde a sessão de vetos.
Em um longo discurso, o senador disse que há “demagogia e desinformação” em torno do tema e que o Congresso agiu com responsabilidade. O presidente também acusou a imprensa de divulgar números superestimados sobre o impacto econômico para a população.
“O Congresso Nacional agiu com responsabilidade, pensando no futuro energético do nosso país e, principalmente, no bolso do cidadão. Exijo que a verdade seja restabelecida e que os brasileiros não sejam mais submetidos a tamanha campanha de desinformação”, afirmou o senador.
De acordo com as contas feitas pelo governo, os vetos derrubados pelo Congresso já elevaram a conta de luz do brasileiro em R$ 35 bilhões por ano. Outros vetos foram adiados e, se todos eles caírem, a fatura total sobe para R$ 65 bilhões.
Um aliado de Motta diz ainda que a votação nesta quarta é um recado para o governo de que é preciso incluir o Congresso na tomada de decisões e discussões de propostas.
Uma das justificativas para pautar o PDL veio também do fato de que havia a necessidade de colocar em votação duas medidas provisórias de interesse do governo, uma do Fundo Social do Pré-Sal e outra do crédito consignado para trabalhadores formais.
Nesse contexto, era necessário fazer o mesmo pelo PDL da oposição, uma vez que todos os projetos eram lidos como urgentes.