Durante a festa de aniversário do médico Jhony Bezerra, no último sábado (6), o vice-governador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Lucas Ribeiro, adotou um tom mais duro e direto em relação ao cenário político de 2026.
Sem citar nomes, Lucas afirmou que não compactua com projetos pessoais travestidos de alianças políticas.
“Eu não quero o poder pelo poder. Quem está se juntando agora é por interesse individual, apenas para se manter no poder. Eu represento um projeto coletivo”, declarou.
Foi a primeira vez que o vice-governador endureceu o discurso em público. Ele ainda prometeu que, no momento oportuno, “vai falar o que precisa ser falado” sobre aqueles que, segundo ele, priorizam apenas interesses próprios.
O recado ocorre dias após Cícero anunciar sua saída do Progressistas para tentar viabilizar candidatura própria ao Governo do Estado, movimento que passou a ser visto como uma ruptura dentro do bloco governista.
O evento, que também contou com a presença do prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley, além de lideranças de várias regiões, acabou marcado pelo posicionamento firme de Lucas. A sinalização reforça que a disputa de 2026 vai além das alianças partidárias: será também um teste de coragem política e de enfrentamento direto no tabuleiro eleitoral paraibano.
Confira:
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) discursou neste sábado (7) em ato de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante a fala, ela chorou, fez orações ao lado do pastor Silas Malafaia e acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de impor uma “ditadura judicial”.
“Hoje, eu choro. Eu não queria estar chorando, mas está pesado demais. É muita maldade o que estão fazendo com a gente (…). Eu sei que a nossa nação vai ser livre dessa ditadura judicial”, declarou Michelle.
A ex-primeira-dama também relatou dificuldades da rotina após a prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo ela, os dias têm sido desafiadores.
“Estou tendo que me desdobrar como mãe, como esposa, como presidente do PL Mulher e, antes de tudo, como amiga, para cuidar dele, para que fique bem. Cuido da alimentação, oro e lembro a ele que é o maior líder da direita de uma nação”, disse.
Bolsonaro não participou da manifestação por determinação judicial, que o impede de comparecer a eventos públicos e de usar redes sociais. O ex-presidente responde a processo no Supremo por tentativa de golpe de Estado, em julgamento na Primeira Turma até o dia 12 de setembro.
Em vez de representar união, estabilidade e compromisso com a coletividade, a política em Belém, no interior da Paraíba, mergulhou em um cenário lamentável, dominado por disputas internas que colocam os interesses familiares acima do bem público. No centro dessa crise, estão os irmãos Tarcísio Marcelo, Dona Aline e Ricardo Marcelo, protagonistas de um embate que já ultrapassou os limites da política e da ética pública.
A eleição de Dona Aline à prefeitura teve início com apoio decisivo de Ricardo Marcelo, irmão experiente e articulador político de peso. Ricardo foi além do discurso: colocou sua esposa, Dona Cris, como vice na chapa e colocou sua reputação a serviço do projeto da irmã. Foi um ato de confiança que, em um cenário minimamente coerente, deveria render frutos de estabilidade e responsabilidade. Mas não foi o que ocorreu.
Com poucos meses no cargo, Dona Aline rompeu politicamente com Ricardo. O racha foi público, barulhento e sem nenhuma explicação que convencesse a população. Em vez de buscar a reconstrução da confiança ou a reconciliação familiar, Aline preferiu refazer alianças com outro irmão — justamente o que não havia apoiado sua candidatura: Tarcísio Marcelo.
Na tentativa de manter poder e influência, Aline apostou em Dianna Marcela, filha de Tarcísio, como sua vice na reeleição. Foi um movimento claro de realinhamento familiar, mas não baseado em projetos para Belém, e sim em conveniência política. Uma jogada interna que apenas escancarou o que já estava evidente: o controle da cidade virou alvo de disputa entre irmãos, e a população passou a assistir a um verdadeiro teatro de vaidades.
Enquanto Tarcísio atua como peça central nos bastidores da atual gestão, mesmo sem mandato eletivo, e Dona Aline se mantém à frente da Prefeitura, Ricardo Marcelo se distancia desse embate e segue sendo visto por muitos como a voz da sensatez. Com histórico político de coerência e compromisso com o coletivo, Ricardo preferiu manter a integridade em vez de alimentar disputas internas motivadas por ambição.
A população, por sua vez, paga o preço da instabilidade. Em vez de receber uma gestão comprometida com saúde, educação, infraestrutura e geração de oportunidades, assiste à administração ser consumida por rivalidades domésticas e acordos de ocasião. Uma cidade dividida por um governo que deveria unir.
Belém precisa de liderança, não de disputas fratricidas. Precisa de propostas concretas, não de acordos familiares. Precisa de servidores públicos comprometidos com o povo, não de políticos que colocam o sobrenome acima do interesse coletivo.
Paraíba – O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, confirmou que já comunicou ao presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, sua decisão de deixar a legenda e que deve informar pessoalmente ao governador João Azevêdo (PSB) sua intenção de disputar o Governo do Estado em 2026.
Em entrevista nesta quinta-feira (04), Cícero afirmou que solicitou audiência com o governador antes de viajar para a Espanha, onde iniciará a peregrinação de Santiago de Compostela. “Inclusive pedi audiência amanhã, acredito que estaremos conversando sobre essa possibilidade. Já comuniquei ao presidente nacional do partido, o senador Ciro, e estou saindo com transparência, tranquilidade e respeito”, declarou.
Decisão e motivações de Cícero Lucena
O prefeito ressaltou que sua convivência com o PP foi importante para o retorno à vida pública, mas disse que a divergência sobre a escolha do candidato ao governo motivou sua saída. “Tem eu, tem o Lucas Ribeiro, como também tem outro partido, o Adriano Galdino. Então eu quis deixar o PP à vontade, para que possa efetivamente, se achar que deve ser Lucas o candidato, que venha. Vamos debater e respeitar a Paraíba”, afirmou.
A Câmara Municipal foi palco de polêmica nesta semana após um vereador de oposição se manifestar contra a aplicação da Lei Lucas (Lei nº 13.722/2018) no município. A legislação, de alcance nacional, determina a capacitação de professores e funcionários em primeiros socorros, garantindo preparo para agir em situações de emergência dentro das escolas e creches.
A posição do oposicionista foi recebida com repúdio e críticas severas por parte da base governista. Parlamentares destacaram que a fala do vereador revela desconhecimento da legislação e, sobretudo, falta de compromisso com a vida das crianças de Lagoa de Dentro.
“É lamentável que alguém que deveria zelar pelo bem-estar da população se coloque contra uma lei que salva vidas. A Lei Lucas nasceu de uma tragédia, e ser contra sua aplicação é ignorar a necessidade de prevenção e o dever de proteger nossas crianças”, afirmou o vereador Maricelio.
A lei leva o nome de Lucas Begalli Zamora, de apenas 10 anos, que faleceu em 2017 após se engasgar durante um passeio escolar em Campinas (SP). A ausência de profissionais capacitados para prestar os primeiros socorros foi determinante para o desfecho da tragédia, o que levou à criação da legislação.
Na avaliação dos parlamentares, negar a importância da capacitação é negar o cuidado básico que a sociedade espera do poder público. “Quem se opõe a essa lei não apenas mostra desconhecimento, mas também desprezo pela segurança das famílias que confiam seus filhos às escolas”, disse o vereador Valdemir Gomes.
O episódio acirrou os ânimos na Câmara e reforçou a posição da maioria em defesa da plena aplicação da Lei Lucas no município. A expectativa é de que a pauta avance, apesar da resistência isolada.
A prefeita de Mulungu, Daniela Ribeiro, participou nesta terça-feira (2) do evento “Prefeitas do Futuro”, realizado no Hotel Manaíra, em João Pessoa. A iniciativa, promovida pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) em parceria com a TrêsBê Delas, teve como objetivo fortalecer a presença feminina na gestão pública, promovendo capacitação e troca de experiências entre lideranças municipais.
O evento ocorreu das 8h às 18h e reuniu gestoras de diversas regiões da Paraíba, com foco em temas como inovação, sustentabilidade, transformação digital e liderança inclusiva. A programação contou com painéis, oficinas e momentos de networking, voltados para qualificar e inspirar as prefeitas no exercício de mandatos mais eficientes e transformadores.
Em publicação nas redes sociais, Daniela Ribeiro celebrou sua participação e reforçou o papel essencial das mulheres na política:
“Tenho a honra de representar nossa cidade e me unir a outras mulheres incríveis que estão à frente da gestão pública, reafirmando o compromisso com uma política mais justa, inovadora e inclusiva. A presença feminina na política não é apenas necessária — ela é transformadora. Que mais mulheres ocupem esses espaços com coragem, competência e sensibilidade”, escreveu a gestora.
O evento faz parte de uma série de ações da Famup voltadas à valorização da liderança feminina nos municípios paraibanos, reforçando a importância de uma gestão pública mais diversa e conectada aos desafios contemporâneos.
Daniela também destacou que seguirá empenhada em aplicar os conhecimentos adquiridos no evento para fortalecer as políticas públicas em Mulungu.
“Seguimos juntas, construindo um futuro mais forte para todas e todos”, concluiu.
A prefeita de Guarabira, Léa Toscano, recebeu nesta quarta-feira (3) a superintendente da Companhia Estadual de Habitação Popular da Paraíba (Cehap), Emília Correia Lima, para discutir os próximos passos do Programa de Regularização Fundiária e Melhoria Habitacional (REGMEL), conhecido nacionalmente como Periferia Viva. Nesta etapa, 700 famílias devem ser beneficiadas com a regularização de seus imóveis.
A prefeita reforçou a importância da parceria com a Cehap e com o Governo Federal para garantir a efetividade do programa no município.
“Estamos muito felizes em iniciar essa etapa. A regularização fundiária não é só um documento; é dignidade, é segurança, é a oportunidade de muitas famílias finalmente dizerem que a casa onde vivem é realmente delas”, disse Léa Toscano.
O REGMEL, gerido pelo Ministério das Cidades, oferece financiamento subsidiado para regularizar a posse de imóveis e realizar melhorias em moradias de famílias de baixa renda. Na Paraíba, a Cehap atua como agente financeiro credenciado, garantindo suporte técnico e acompanhamento dos projetos em diversos municípios.
De acordo com a Secretaria de Assistência Social, uma lista prévia de beneficiários já está sendo organizada com base no Cadastro Único (CadÚnico). As famílias dos bairros Nordeste I, Nações e Conjunto Nossa Senhora Aparecida serão as primeiras convocadas para dar sequência ao processo.

Com a regularização, os beneficiários não só terão o título legal de seus terrenos, como também poderão acessar linhas de crédito e programas públicos para melhorias habitacionais, fortalecendo a cidadania e o desenvolvimento social no município.
O encontro, realizado no gabinete da Prefeitura, contou também com a presença dos secretários Verônica Macêdo (Assistência Social), Dayvid Carneiro (Planejamento), Levi Ramos (Comunicação), Denilson Freitas (Finanças) e Douglas Nóbrega (Chefe de Gabinete), além de representantes do setor habitacional do município e da empresa Legaliza Brasil, responsável pela execução técnica do processo.