
A Argentina registrou três mortes por uma pneumonia bilateral (ou seja, nos dois pulmões) de origem desconhecida. As autoridades médicas investigam quem foi o doente zero.
A terceira morte ocorreu na província de Tucumán, informaram os órgãos de saúde nesta quinta-feira (1º). Trata-se de uma paciente de 70 anos que estava internada num hospital privado, informou o ministro provincial da Saúde, Luis Medina Ruiz, em coletiva de imprensa.
O Ministério da Saúde descartou Covid, gripe e influenza como causas. “Estamos estudando a origem do surto e o vínculo epidemiológico. Ainda estamos em processo de investigação”, disse o ministro.
Até quarta-feira, as autoridades haviam relatado seis casos e, nesta quinta, mais três infecções.
A terceira falecida era a única que não pertencia à equipe de saúde de uma clínica privada de San Miguel de Tucumán, onde os casos foram identificados. O local foi isolado por precaução.

Pneumonia pode ser identificada através de um raio-x
Paciente zero
A última vítima fatal tinha sido operada três vezes por um problema na vesícula. Ela teve um quadro de infecção pulmonar que coincide com a data de aparecimento dos sintomas dos outros doentes, disse o ministro. Especula-se que ela é a paciente zero, mas isso ainda não foi determinado.
Também não está totalmente claro quando foi o início do surto, as infecções começaram por volta do dia 20 de agosto.
As amostras de pacientes dos seis primeiros casos estão sendo analisados pelo laboratório do Instituto Malbrán, um dos mais prestigiados no país.
Novos casos
Os três novos casos relatados são de profissionais de saúde do hospital que apresentaram os primeiros sintomas por volta de 20 e 23 de agosto —portanto, em princípio, correspondem ao mesmo surto e ao mesmo local de infecção, segundo Medina Ruiz.
Os primeiros seis infectados começaram com sintomas entre 18 e 22 de agosto.
O presidente americano, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (24) que a maioria dos egressos do ensino superior nos Estados Unidos que mantêm dívidas estudantis terão um alívio de US$ 10 mil (R$ 51 mil).
“Cumprindo minha promessa de campanha, minha administração está anunciando um plano para dar um alívio às famílias trabalhadoras e de classe média, enquanto se preparam para retomar os pagamentos dos empréstimos estudantis federais, em janeiro de 2023”, tuitou Biden.
O desconto de US$ 10 mil, anunciado a três meses das eleições de meio de mandato, tradicionalmente difíceis para o Partido Democrata no poder, só se aplica a quem ganhar menos de US$ 125 mil (R$ 639 mil) ao ano.
Para quem frequentou a universidade com ajuda do governo por meio das bolsas Pell, o desconto será de US$ 20 mil (R$ 102 mil) .
Segundo um estudo da universidade da Pensilvânia, o alívio de US$ 10 mil por si só custaria ao Estado cerca de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão).
O gasto é necessário não só por questões de justiça social, mas também para que os “EUA ganhem a competição econômica do século 21” graças à educação, justificou o presidente de 79 anos, durante um discurso posterior.
Segundo Biden, o desconto será financiado com a redução do déficit, alcançada em seu mandato.
Joe classe média
O presidente democrata, apelidado de “Joe Classe Média”, volta a se apresentar como um defensor deste grupo socioeconômico, em oposição à redução de impostos para empresas, decretada por seu antecessor, o republicano Donald Trump.
A discussão sobre a dívida estudantil foi de fato intensa, como ocorre toda vez que se propõe transferir gastos privados à esfera pública em saúde e educação nos EUA.
O governador de Indiana, nos Estados Unidos, chegou a Taipei neste domingo (21), tornando-se a mais recente autoridade do país a pousar em Taiwan. A visita ocorre em um momento de tensão entre os norte-americanos e o governo da China, que considera a ilha parte de seu território.
Desde que a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, fez uma visita de dois dias a Taipei no início de agosto, o clima entre as superpotências vem esquentando. Nos últimos dias, os chineses realizaram diversos exercícios de guerra perto do país.
Na semana passada, um segundo grupo de parlamentares norte-americanos visitou Taiwan, que é democraticamente governada.
O governador Eric Holcomb, que também irá à Coreia do Sul, deve visitar se reunir com a presidente Tsai Ing-wen na manhã de segunda-feira (22). “Estou energizado para passar esta semana construindo novos relacionamentos, reforçando aqueles de longa data e fortalecendo importantes parcerias do setor com Taiwan e Coreia do Sul“, disse o governador de Indiana, no Twitter.
Um homem em Montenegro abriu fogo contra alguns civis após uma disputa familiar, matando 11 pessoas antes de ser morto em um tiroteio com a polícia, informou a TV estatal nesta sexta-feira (12), citando fontes policiais.
A TV estatal RTCG informou que o atirador de 34 anos feriu outras seis pessoas, incluindo um policial, no bairro da Medovina, cidade de Cetinje, perto da sede do antigo governo real. A cidade fica a 36 quilômetros a oeste de Podogrica, a atual capital da pequena nação balcânica.
A RTCG, citando testemunhas, disse que o agressor estava atirando aleatoriamente em pessoas andando na rua, inclusive em crianças. Quatro dos feridos foram transferidos para um hospital em Cetinje, enquanto outros dois com ferimentos graves foram enviados para o Centro Clínico de Podgorica.
O local do ataque foi isolado pela polícia.
A polícia ainda não divulgou um comunicado oficial sobre o ataque.
Diante da perspectiva de uma eventual crise energética no inverno, discute-se acaloradamente na Alemanha sobre as últimas três usinas nucleares em funcionamento, que, em princípio, deveriam ser desconectadas da rede até 31 de dezembro.
Funcionamento prolongado com capacidade reduzida, prorrogação por anos, ou até mesmo a reativação de unidades já desligadas no contexto do programa de abandono da energia nuclear? Todas as opções estão sendo discutidas. Enquanto isso, em outros 12 dos 27 países-membros da União Europeia, a energia continua sendo utilizada para produção de eletricidade, em proporções diversas.
Único abandono total: Alemanha
Em 1998, a coalizão de governo verde-social-democrata da Alemanha decidiu implementar a reivindicação de parte da população de que se deixasse de usar a energia nuclear. Em 2009, o governo liderado pelos democratas-cristãos retirou a decisão e no ano seguinte prolongou o prazo de vida dos reatores.
Após o devastador acidente atômico de Fukushima, em 2011, mudou-se de perspectiva, e a chanceler federal Angela Merkel cuidou para que se voltasse a aprovar o abandono nuclear. De 17 reatores, até hoje 14 foram desativados, e os três restantes, responsáveis por 6% do abastecimento elétrico alemão, não deveriam passar de 2022. Porém o plano de substituí-los provisoriamente por usinas a gás tornou-se impossível com o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Abandono adiado: Bélgica
No segundo semestre de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Bélgica congelou por nada menos do que dez anos a decisão de abandonar a energia nuclear. No momento, 50% da eletricidade do país é de origem nuclear, e até 2035 dois dos sete reatores ativos seguirão funcionando. Têm partido da Alemanha críticas repetidas aos padrões de segurança das centrais belgas.
A Polônia até agora não adotou a energia nuclear, mas quer começar, e seu primeiro reator deverá estar pronto em 2033. Empresas dos Estados Unidos, Coreia do Sul e França competem para participar do projeto. O plano original de cooperação com a vizinha Lituânia foi posto de lado. Varsóvia quer reduzir as emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão e considera a energia nuclear limpa.
Até 2009, a Lituânia produzia eletricidade com o velho reator Ignalina, da era soviética. Sob pressão da União Europeia, ele foi fechado por considerações de segurança. A construção de uma nova usina, a Visagina, foi suspensa em 2016, após um referendo com resultado negativo. Contudo, o governo lituano ainda planeja construir novas usinas.
A Holanda desistiu do abandono da energia nuclear decretado em 2021. Em vez disso, o governo pretende construir duas novas usinas. A central atualmente em funcionamento cobre 3% da demanda nacional de eletricidade.
Seis usinas produzem 40% da eletricidade da Suécia. O país havia decidido em 1980 abandonar a energia nuclear, assim que não fosse mais possível a operação comercial das centrais existentes. Em 2010, porém, a decisão foi revogada e até dez reatores podem seguir em funcionamento. Ao mesmo tempo, quatro usinas mais antigas foram desativadas. Em princípio, Estocolmo pretende reduzir a participação nuclear em sua matriz energética, mas não menciona datas concretas.
Na França praticamente não há dúvida quanto à utilização da energia nuclear: 56 reatores, muitos dos quais atualmente em manutenção, produzem cerca de 70% da eletricidade que a população também usa para a calefação. Um novo reator está sendo construído, há seis outros em planejamento e propostas para a substituição de oito centrais antigas.
Como maior exportador de eletricidade da Europa, o país também vende sua energia de origem nuclear para o Reino Unido e a Itália. Paris pretendia, até 2025, reduzir a 50% a participação da energia nuclear, porém já em 2019 esse plano foi adiado em dez anos.
A Finlândia tem cinco reatores em atividade, um sexto entrará definitivamente na rede até o fim de 2022. A firma russa Rosatom estava originalmente contratada para construir mais uma usina em Hanhikivi, porém os finlandeses cancelaram o contrato após o início da invasão da Ucrânia. O país será o primeiro a possuir um depósito final de lixo atômico, onde os elementos irradiados ficarão armazenados por milênios.
A Hungria aposta incondicionalmente na Rússia, não só para seu gás como na energia nuclear, para desagrado dos demais Estados-membros da UE. Além das quatro usinas em funcionamento, a firma russa Rosatom instalará mais duas, cuja primeira fase de construção se inicia em setembro. Assim, a parcela nuclear na matriz energética nacional subirá de 50% para 60%. Em julho, o ministro húngaro do Exterior, Peter Szijjártó, esteve em Moscou, a fim de selar definitivamente o negócio.
Planos de expansão: Bulgária, R. Tcheca, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha
Dois reatores cobrem atualmente 30% da demanda energética da Bulgária, que pretende ampliar sua rede de energia nuclear. A construção por empresas russas de um reator em Belene foi cancelada no segundo semestre de 2022, e o país aposta agora em reatores menores, apropriados para instalação descentralizada.
A postura da República Tcheca em relação à energia nuclear é positiva. Com seis usinas, ela produz assim 30% de sua eletricidade. Uma nova expansão está prevista até 2040, a fim de reduzir as emissões de CO2 das usinas a gás e carvão mineral.
Na Romênia há duas usinas em funcionamento, cobrindo de 15% a 20% da demanda de eletricidade, e o governo pretende ampliar essa fonte de energia, mas sem ter ainda planos muito concretos.
A Eslováquia satisfaz cerca da metade de sua demanda com quatro reatores nucleares. Essa forma de energia tem amplo apoio no governo. Os bastões radioativos são atualmente fornecidos pela Rússia, mas a intenção é substituí-los com extração de urânio local. Planeja-se uma unidade de processamento para os elementos irradiados, mas apenas depósitos provisórios para o lixo atômico.
A Eslovênia opera juntamente com a vizinha Croácia uma usina nuclear que atende a 36% de sua demanda. Cogita-se construir um segundo reator, com um depósito provisório de lixo nuclear nas vizinhanças.
Cerca de um quarto da eletricidade da Espanha vem de sete usinas nucleares, e o futuro dessa energia no país depende de quem está no governo. Tradicionalmente, os socialistas tendem a uma contenção, enquanto conservadores são a favor da ampliação. No momento a decisão é não construir novas centrais, mas reformar as existentes. As licenças de funcionamento se encerram entre 2027 e 2035. Nos últimos anos, três unidades mais antigas foram desconectadas. Estuda-se explorar as jazidas nacionais de urânio.
A União Europeia considera a energia nuclear sustentável, e seus Estados-membros têm autonomia para definir com que tipo de matriz energética pretendem alcançar as metas climáticas até 2050. Em todo o bloco, atualmente 25% da eletricidade é de origem nuclear.
Diversos barcos de guerra dos Estados Unidos navegavam pelas águas da região de Taiwan no momento em que a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, chegou à ilha nesta terça-feira (2), de acordo com militares que pediram para não serem identificados.
A China, que considera Taiwan uma província rebelde, anunciou que seu exército lançaria “ações militares seletivas” em resposta à visita.
A Sétima Frota dos Estados Unidos tuitou que o porta-aviões USS Ronald Reagan, que circula pela região desde o começo de julho, estava posicionado no Mar das Filipinas, ao sul de Taiwan.
A Marinha americana publicou imagens do USS Ronald Reagan realizando manobras no domingo, junto com o cargueiro USS Carl Brashear.
O porta-aviões e seu grupo aerotransportado realizam uma missão de rotina no Pacífico Ocidental, informou uma funcionária americana que pediu o anonimato.
No mesmo momento, um barco anfíbio dos fuzileiros navais, o USS Tripoli, navegava a leste de Taiwan, segundo o Instituto Naval dos Estados Unidos (USNI, na sigla em inglês), um órgão independente próximo da Marinha americana.
O Ronald Reagan e o Tripoli são embarcações que contam com aviões de combate F-35, de última geração, segundo o USNI.
O Pentágono garantiu que a presença desses dois barcos na região não tem relação com a visita de Pelosi, a funcionária de mais alta categoria a visitar a ilha desde 1997, quando o então presidente da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich, esteve em Taipei.
“Vamos garantir que ela tenha uma visita segura”, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby.
As forças russas voltaram a bombardear as regiões de Kiev e de Chernihiv, no norte da Ucrânia. Ao mesmo tempo, estão a reforçar a mobilização de meios para o sul onde está em curso uma contra ofensiva ucraniana para reconquistar território ocupado.
As forças armadas ucranianas confirmaram na manhã desta quinta-feira que o exército atacou a região de Kiev e Chernihiv pela primeira vez em várias semanas. Este ataque, segundo as entidades ucranianas atingiu um edifício que foi destruído, e outros dois que apenas foram atingidos.
Esta quinta-feira é o dia do Estado ucraniano, e o Presidente aproveitou a data para reforçar a promessa de resistência.
“Lutaremos pelo nosso estado até ao fim, até ao último tiro, até ao último soldado – só que não o nosso, mas os inimigos”. Iremos viver para lutar e lutar para viver. Não desistiremos até expulsarmos o último ocupante da nossa casa”.
As forças ucranianas centram-se agora na região sul onde tentam recuperar algumas zonas tais como Kherson, cidade onde já atacaram uma ponte que era utilizada como via de abastecimento para o exército russo.
Segundo o Governo ucraniano as tropas russas estão também a investir mais esforços no sul da Ucrânia, em contrário à estratégia adotada no início do conflito, onde a zona leste era o principal foco do Kremlin.
O Ministério da Economia confirmou hoje (25) que o Reino Unido decidiu não mais aplicar medidas tributárias protetivas sobre a importação de chapas de aço e de produtos de aço laminados a frio.
Segundo a pasta, a decisão britânica foi anunciada na sexta-feira (23), apenas quatro dias após a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC) decidir revogar as tarifas de defesa comercial (antidumping) que há mais de 5 anos vinham sendo cobradas dos produtos de aço laminados a frio provenientes do Brasil.
Eliminadas as salvaguardas, o aço brasileiro se torna comercialmente mais competitivo. O Reino Unido e os Estados Unidos são dois dos principais mercados para os produtos siderúrgicos brasileiros. Dos cerca de US$ 7,3 bilhões que o Brasil exportou ao mundo em 2019, mais de US$ 3,4 bilhões foram destinados ao Reino Unido e aos Estados Unidos.
De acordo com o Ministério da Economia, as autoridades britânicas foram convencidas pelo argumento de que o volume da exportação brasileira se enquadrava nos parâmetros de isenção tributária autorizada por acordos assinados no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Há cerca de um ano, toda chapa de aço e produto de aço laminados a frio que as siderúrgicas brasileiras vendiam ao Reino Unido acima do volume máximo periodicamente revisto pelas autoridades britânicas estavam sujeitos a uma sobretaxa de 25%.
Já os Estados Unidos deixarão de cobrar taxas adicionais que podiam chegar a 46% (35% de direito antidumping e 11% de medida compensatória) dos produtos de aço laminados a frio comprados do Brasil. Segundo o Ministério da Economia, a decisão norte-americana se aplica exclusivamente aos produtos brasileiros, tendo sido mantidas as medidas protetivas aplicadas a outros países.
Revisão
No mesmo dia em que revisou as condições para a importação de produtos siderúrgicos do Brasil, a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos reavaliou as medidas protetivas aplicadas aos produtos da China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.
Em nota, a comissão norte-americana explicou que a ação se enquadra no processo de revisão que normas de comércio internacional estabelecem que deve ocorrer a cada 5 anos. Por essas normas, nesse prazo, os Estados Unidos devem revogar eventuais medidas de proteção ou compensatórias caso não consiga determinar que fazê-lo provavelmente levará à continuação ou reincidência das condições que os motivaram as mesmas medidas.