Três homens morreram durante um confronto com a polícia na madrugada desta segunda-feira (1°), na cidade de Areial, no Agreste da Paraíba. Os suspeitos tentaram explodir o cofre de uma supermercado. Um quarto suspeito conseguiu fugir do local durante a troca de tiros com a polícia.
De acordo com o delegado Danilo Orengo, a movimentação do grupo estava sendo monitorada pela Polícia Civil há cerca de dez dias. O veículo que eles usavam já tinha sido identificado em outras ocorrências criminosas e a polícia investigava o constante deslocamento realizado pelos suspeitos entre as cidades de Esperança e Areial.
O monitoramento da Polícia Civil, realizado em conjunto com o Grupo Tático Especial e com o Centro Integrado de Comando de Controle de Campina Grande, apontava uma possível ação dos suspeitos entre a madrugada deste domingo (30) e a segunda-feira, aproveitando a redução das forças de segurança na região por causa de um desfile cívico realizado na cidade de Esperança.
Conforme dito pela Polícia Civil, os suspeitos planejavam explodir o cofre de um supermercado de Areial, mas tiveram o assalto frustrado pela ação policial.
“A nossa equipe se reuniu e conseguimos interceptar esse grupo. Conseguimos neutralizar três deles, que estavam fortemente armados e efetuaram disparos contra a nossa viatura policial. Devido a isso, tivemos que atingi-los, consequentemente teve uma troca de tiros e eles vieram à óbito. Fizemos o devido socorro, obviamente, e no hospital foi constatado o óbito”, afirmou o delegado Orengo.
Segundo o delegado Rodrigo Alexandre, que também participa da investigação, um quarto suspeito fugiu durante a troca de tiros com a polícia. O Serviço de Inteligência da polícia também conseguiu identificar um quinto suspeito, que seria parte responsável por orquestrar o assalto ao cofre do supermercado.
“Um quarto indivíduo que esteve no local e também disparou contra a equipe policial conseguiu se evadir. Posteriormente, através de um serviço de inteligência, conseguimos identificar um quinto envolvido, que apesar de não ter sido visto diretamente no local, contribuiu na parte de orquestrar o evento criminoso. Esse indivíduo foi preso e já vai ser encaminhado para o Poder Judiciário”, disse o delegado.
Parte do armamento usado pelo quarto suspeito, que está foragido, foi localizado pela Polícia e recolhido para análise. Durante a fuga, um explosivo também foi deixado no local e recolhido pelo Esquadrão Anti-Bomba da Polícia Militar.
O caso segue sendo investigado para identificação do quarto envolvido e a polícia considera a possibilidade de relação com a explosão ao cofre de um posto de combustíveis em Galante, distrito de Campina Grande, que ocorreu na madrugada da última sexta-feira (28).
g1 da Paraíba
Paraíba – A Justiça da Paraíba publicou nesta segunda-feira (1) a sentença que determinava a internação psiquiátrica de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, conhecido como “Vaqueirinho”, apenas um dia após sua morte trágica no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa. O jovem morreu no domingo (30) após invadir o recinto de uma leoa e ser atacado pelo animal.
Embora a decisão judicial tenha sido assinada em 30 de outubro de 2025, a publicação oficial só ocorreu nesta segunda-feira, depois do falecimento do jovem. O magistrado responsável reconheceu que Gerson apresentava esquizofrenia, alta periculosidade e necessidade urgente de tratamento em um Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP). A ordem previa internação por até um ano, com reavaliações periódicas, e destacava que o tratamento ambulatorial seria “insuficiente” diante da gravidade do quadro.

O que dizia a decisão
Nos autos, o juiz afirma que Gerson era considerado inteiramente incapaz de compreender o caráter ilícito de seus atos, com base em laudo psiquiátrico. O documento descreve episódios frequentes de comportamento agressivo e desorientado, como “subir em telhados, colocar em risco sua integridade física e a de terceiros”.
A sentença determinava ainda:
Dois homens, de 28 e 18 anos, foram presos após um confronto com a Polícia Militar no bairro Jardim Veneza, em João Pessoa, na noite do sábado (29). Equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especializada (BPRONE) participavam de um curso de capacitação na área quando realizaram a prisão.
Durante a ação, os policiais apreenderam duas armas de fogo, 37 munições, carregadores de pistola e dinheiro em espécie. Segundo a PM, os suspeitos detidos em flagrante seriam integrantes de uma facção criminosa.
Um dos homens ficou ferido durante o confronto e foi socorrido sob custódia para o Hospital de Emergência e Trauma da Capital. O caso foi encaminhado para a Cidade da Polícia Civil, no bairro Geisel.
Mulungu viveu mais um fim de semana marcado pela cultura, pela emoção e pela força das tradições nordestinas. O Parque RR recebeu a quarta etapa do Circuito Municipal de Vaquejada, reunindo vaqueiros, famílias e admiradores do esporte que é símbolo da identidade regional.
A iniciativa, promovida pela Prefeitura de Mulungu, consolidou mais uma vez o compromisso da gestão em incentivar eventos que integram esporte, cultura e lazer. O circuito vem se destacando como um dos maiores movimentos da vaquejada na região, reunindo competidores locais e visitantes, além de impulsionar a economia do município.
De acordo com a administração municipal, o objetivo é manter viva a paixão do povo mulunguense pelo esporte, ao mesmo tempo em que se promove entretenimento de qualidade e valorização das raízes culturais.
“Seguimos fortalecendo aquilo que faz parte da nossa história. A vaquejada movimenta a cidade, une as famílias e celebra nossa identidade”, destacou a gestão.
Com grande público e competições acirradas, a quarta etapa reafirmou o sucesso do Circuito Municipal de Vaquejada, que segue crescendo e colocando Mulungu em evidência no cenário cultural da Paraíba.
A educação de Mulungu continua a se fortalecer e a conquistar novos avanços. Nesta terça-feira, a prefeita Daniela Ribeiro esteve presente no Colégio de Poço de Pedra, acompanhada pelo secretário de Educação, José Eudes, e pelo chefe de gabinete, Adailton Julião, para verificar de perto o andamento das obras de reforma da escola. A transformação da estrutura da unidade escolar é uma das várias ações da administração municipal que visa proporcionar mais conforto, segurança e qualidade para os estudantes.
A reforma no Colégio de Poço de Pedra faz parte do compromisso da Prefeitura de Mulungu em melhorar a infraestrutura educacional da cidade, garantindo um ambiente mais acolhedor e adequado para o aprendizado das crianças e jovens. A obra é uma das diversas iniciativas do município para garantir que os alunos tenham acesso a um ensino de qualidade em espaços modernos e bem equipados.
Investindo no Futuro das Crianças e Jovens de Mulungu
Em sua visita, a prefeita Daniela Ribeiro destacou a importância de investir na educação como um pilar fundamental para o desenvolvimento do município. “Estamos acompanhando de perto o andamento das reformas nas escolas de Mulungu porque sabemos que um bom ambiente escolar é essencial para o aprendizado e para o futuro dos nossos alunos. A educação é a chave para que nossas crianças e jovens possam alcançar seus sonhos e conquistar novos horizontes”, afirmou a prefeita.
A reforma no Colégio de Poço de Pedra inclui melhorias nas instalações, como a ampliação de salas de aula, a modernização de banheiros e a criação de espaços mais adequados para atividades pedagógicas. Além disso, será dado um foco especial à segurança e ao conforto dos alunos, com a atualização de toda a infraestrutura da escola.
O secretário de Educação, José Eudes, também ressaltou a importância do projeto. “A educação é uma prioridade para a nossa gestão, e cada investimento feito nas escolas de Mulungu reflete o nosso compromisso em garantir um ensino de qualidade. Com a reforma do Colégio de Poço de Pedra, estamos oferecendo um espaço que inspira e prepara os nossos estudantes para os desafios do futuro”, destacou.
Compromisso com o Desenvolvimento Educacional
Além das reformas, a Prefeitura de Mulungu continua investindo em programas de capacitação para professores e em novas tecnologias para o ensino, sempre com o objetivo de melhorar a experiência educacional dos alunos.
A visita reafirma o compromisso da gestão de Daniela Ribeiro com a educação e com o futuro das próximas gerações de Mulungu. “Cada investimento feito nas escolas da nossa cidade é uma semente plantada para o futuro. Queremos preparar nossos alunos para que eles tenham todas as ferramentas necessárias para conquistar seus sonhos e transformar nossa cidade em um lugar ainda melhor”, finalizou a prefeita.
Mulungu segue avançando na educação, com espaços cada vez mais preparados para acolher e inspirar os nossos jovens, garantindo um futuro promissor para todos.
A Polícia Militar localizou uma plantação de maconha, na noite de quarta-feira (26), no bairro de Muçumagro, na Zona Sul de João Pessoa. O terreno com cultivo irregular de entorpecentes foi encontrado durante patrulhamento do 5º BPM na região.
Ainda segundo a PM, na plantação havia diversas mudas de maconha em crescimento, distribuídas de forma organizada e apresentando sinais de manutenção recente.
Conforme observou o Site, toda a plantação foi erradicada e apreendida, sendo encaminhada à Central de Flagrantes da Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis.
Ninguém foi preso na ação.
Na noite da terça-feira (25), a Polícia Militar atendeu uma ocorrência relacionada a disparos de arma de fogo no município de Caiçara, agreste paraibano.
De acordo com as informações, o fato ocorreu nas proximidades de um estabelecimento comercial em Caiçara, onde uma pessoa foi atingida por disparos e socorrida pelo SAMU para o hospital.
De acordo com o relato inicial, dois indivíduos teriam efetuado os tiros e fugido em seguida. Guarnições realizaram rondas na tentativa de localizar os suspeitos, porém ninguém foi encontrado.
A comarca de Gurinhém viveu, na última quarta-feira (26/11), um dos julgamentos mais intensos de sua história recente no Tribunal do Júri. O caso, que há muitos anos mobilizava a cidade, envolvia acusações graves de feminicídio e lesão corporal, temas que historicamente evocam dor, revolta e urgência social. O réu estava preso preventivamente há mais de um ano, aguardando o julgamento que finalmente aconteceu sob os olhos atentos de uma sociedade profundamente impactada.
À frente da defesa, estiveram a advogada criminalista Dra. Leonara Marinho, e os advogados Dr. Neto Gouveia e Dr. Roberto Nascimento, que protagonizaram uma atuação técnica, estratégica e impecavelmente minuciosa, imprimindo ao julgamento um caráter institucional e pedagógico.
Desde o amanhecer, a cidade parecia respirar diferente cadeiras foram ocupadas antes mesmo do início da sessão, corredores viraram extensão do plenário e o silêncio reverente foi prova do tamanho do momento. Não era apenas público, era presença. A sociedade lotou completamente o plenário, com olhares fixos, lágrimas silenciosas e corações acelerados, um ambiente onde até quem já experimentou dezenas de Tribunais do Júri reconheceu a singularidade da ocasião.

Em meio à expectativa coletiva, a defesa cumpriu com maestria aquele papel essencial que muitas vezes é mal compreendido, mas que sustenta a própria ideia de democracia e justiça: a defesa técnica. A banca defensiva mergulhou nas provas, examinou laudos, cruzou depoimentos, expôs contradições com precisão cirúrgica e reconstruiu a dinâmica dos fatos com um rigor que transcendia a narrativa e alcançava a verdade processual. Sem celebrações estridentes, sem teatralizações, sem excessos, o desfecho foi percebido , sentido, nas entrelinhas do próprio rito.
A tese defensiva encontrou ressonância no Conselho de Sentença de maneira natural, consistente e respeitosa, reafirmando a força do contraditório e da ampla defesa. O silêncio que tomou conta do plenário ao final da sessão não era indecisão, era impacto. Era reconhecimento de que justiça não se constrói no grito, mas na prova; não se sustenta na opinião, mas na técnica; não se firma no imediatismo, mas na minuciosa lapidação do processo.

A atuação da Dra. Leonara, do Dr. Neto e do Dr. Roberto passa a integrar o repertório histórico da advocacia criminal na região, não apenas pelo desfecho jurídico percebido no curso do rito, mas pela firmeza responsável, análise minuciosa e compromisso institucional com o Estado Democrático de Direito. Mais do que um julgamento, o que aconteceu em Gurinhém foi um lembrete poderoso para todos os presentes e ausentes: a defesa não protege o crime, protege a justiça; não reprisa paixões, devolve razão; não ecoa clamores, revela provas; não é favor, é civilização.
Gurinhém não apenas assistiu a um caso marcante, viveu um capítulo que será lembrado em cada banco de faculdade, mesa de escritório e plenário do futuro, porque naquele 26 de novembro ficou nítido: onde a emoção chega primeiro, a técnica precisa chegar mais fundo e a defesa chegou. Muito mais fundo.