Pela primeira vez no mundo, crianças que nasceram com microcefalia decorrente da zika terão a possibilidade de contar com um tratamento em longo prazo para redução das convulsões e melhora da qualidade de vida. A novidade, que amplia os tratamentos disponíveis hoje, nasceu em solo paraibano, desenvolvida por pesquisadores do programa de pós-graduação em Neurociência Cognitiva e Comportamento (PPGNeC), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ainda em fase de pesquisa, a proposta, que se baseia no envio de correntes elétricas para o córtex, está na fase final de apreciação pelo comitê de ética do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Se for aprovada, o atendimento aos pacientes começa no final de junho.
A zika se tornou conhecida no biênio 2015- 2016, quando ocorreu um surto da doença no Brasil e várias crianças nasceram com microcefalia, uma condição neurológica em que o tamanho da cabeça é inferior à média para a idade, e que causa uma série de limitações. Desde então, foram iniciadas, na UFPB, pesquisas em busca de mecanismos que promovam um tratamento não invasivo, com o propósito de reduzir o número de convulsões nesses pacientes e estimular o desenvolvimento.
Suellen Marinho Andrade, professora do Departamento de Fisioterapia da instituição e coordenadora da pesquisa, relatou que o projeto vem sendo desenvolvido através de uma parceria entre a UFPB e a Rede Cuidar, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que promove assistência às crianças desde o surto, em 2015. Ela explicou que a proposta da equipe é estender esse serviço para tratamento e avaliações mais especializadas. Os pesquisadores aguardam o parecer do comitê para iniciar o atendimento.
“A inovação é porque essas crianças só tiveram os dados epidemiológicos, mas nada relacionado a tratamento. A proposta é tentar modular essa informação neuronal, porque as crianças têm muitas convulsões. Então, vamos tentar fazer um tratamento que ainda não foi utilizado em nenhuma parte do mundo, tentar estimular o neurônio para que ele se comunique melhor e reduza o número de convulsões”, resumiu a pesquisadora. A previsão é que a pesquisa seja concluída em quatro anos.
O neuroestimulador. O equipamento utilizado no novo tratamento se chama neuroestimulador e funciona através da Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC). Suellen Marinho Andrade explicou que trata-se de um equipamento portátil e seguro, já utilizado em outras populações clínicas desde a década de 90, tanto adultos como crianças com paralisia cerebral, por exemplo.
“A gente coloca em regiões do cérebro que são afetadas e não é feito nenhum tipo de cirurgia. Ele se comunica através de dois eletrodos colocados em regiões pré-determinadas para controlar ou inibir as convulsões. O aparelho é alimentado por um sistema de baterias, não é ligado na corrente elétrica e não tem efeito adverso grave”. Segundo a professora, o único incômodo relatado por crianças e adultos é uma coceira, um formigamento transitório nos primeiros segundos que a corrente chega no couro cabeludo. Depois há uma adaptação tecidual.
“O aparelho promove uma corrente elétrica dentro do córtex, de baixa intensidade, dois miliamperes. Essa intensidade não é capaz de provocar nenhum tipo de convulsão ou outro problema sério, mas consegue modificar o ambiente neuronal para fazer com que haja o estímulo nervoso”, acrescentou.
No tratamento, os eletrodos não ficam de forma permanente na criança. É feito um protocolo de estimulação de 20 a 30 minutos. É o tempo necessário para modular a informação com a sequência das sessões, ou seja, se forem feitas múltiplas sessões.
“O que a evidência científica mostra é que quanto mais sessões, mais essa informação é retida pelo neurônio. Por isso, não precisaria ficar com o neuroestimulador dentro da cabeça. As sessões periódicas fariam com que a comunicação conseguisse ocorrer de uma maneira mais autônoma. O neurônio iria aprender novas maneiras de se comunicar. Como se trata de pesquisa, a gente vai testar se isso realmente é factível”, esclareceu.
Parcerias internacionais
Para tornar o tratamento uma realidade, foram firmadas parcerias com universidades internacionais como o Colégio de Londres e a Universidade de Nova Iorque. “Nessas crianças com microcefalia decorrente de zika congênita, que é a população específica, nunca foi utilizado. Então, vai ser a primeira vez que essas crianças vão ter a possibilidade de ter um tratamento em longo prazo para redução de convulsão e melhora da qualidade de vida”, disse a professora Suellen Marinho Andrade.
Ela relatou que a Rede Cuidar já acompanha 19 crianças e, a partir do aceite do comitê de ética, as 19 serão avaliadas e inseridas. A ideia é começar com elas, mas a UFPB tem capacidade de receber as que procurarem o serviço. “Nosso laboratório está aberto para qualquer mãe que tenha interesse”, reforçou. Como as crianças nasceram de um surto em 2015/2016, a maioria tem entre 3 e 4 anos.
Uso de remédios. A meta do tratamento com a corrente ETCC não é suprimir a medicação, mas ampliar o escopo terapêutico das crianças, adicionando mais um tratamento para que o neurônio se comunique de uma forma melhor. A partir do controle de convulsão, a perspectiva é que elas fiquem cada vez menos dependentes de medicação.
“Temos neurologistas, neuropediatras na equipe e isso vai ser avaliado por um corpo clínico. Porém, a perspectiva é, sim, que ela se torne cada vez mais independente, mantendo as terapias físicas como a fisioterapia. A proposta não é substituir tratamento, mas ampliar para promover o desenvolvimento motor, porque geralmente essas crianças não andam”, observou a professora Suellen Marinho Andrade.
Além da redução da convulsão, a perspectiva não é fazê-las andar, mas contribuir para que haja um desenvolvimento motor e a melhora de bem estar e qualidade de vida, inclusive da família. O tratamento, conforme a pesquisadora, pode fazer com que as crianças consigam se movimentar de uma maneira mais equilibrada.
“Não propomos uma autonomia completa por causa da lesão grave que elas sofreram. No entanto, se elas tiverem mais independência durante suas atividades, isso já promove um bem-estar para a criança,”, avaliou.
Esperança
Esta é a primeira vez no mundo que a corrente será usada para casos de microcefalia decorrente de zika congênita, e a pesquisadora Suellen Andrade afirmou que está muito esperançosa. “Me sinto assim porque essas crianças até hoje tiveram os dados utilizados em estudos sem perspectiva de tratamento. Tudo que foi publicado na literatura foi em relação à investigação da doença zika propriamente dita, mas não em relação a uma perspectiva de melhora de qualidade de vida para as famílias e as crianças”, constatou.
Segundo a professora, o sentimento de todos os pesquisadores é de esperança de que a equipe, através da pesquisa, consiga promover bem-estar e qualidade de vida que hoje são os pilares defendidos pela OMS.
Atendimento será gratuito
Quando estiver disponível, todo o tratamento será gratuito. Serão fornecidos desde exames clínicos, sanguíneos, até exames de imagem, como ressonância magnética, que são de alto custo. Para isso, foi firmada parceria com o Hospital Metropolitano. A assistência inclui ainda transporte que será ofertado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A equipe conta com profissionais de diversas especialidades voltados só para assistência dessas crianças em vários centros da UFPB, como os departamentos de Fisioterapia, Biotecnologia, Fonoaudiologia, Psicologia e o Centro de Ciências Médicas (CCM). No Brasil, as parcerias são com o Instituto Santos Dumont, Instituto Internacional de Neurociências, Universidade Federal do ABC, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). No exterior, os parceiros são a Universidade de Nova Iorque e o Colégio de Londres.
Portal Correio
O guarabirense Antônio Carlos, funcionário da Prefeitura de Guarabira, que foi submetido a delicado procedimento de autotransplante de medula óssea, no último dia 23 de abril, no Hospital Rio Grande, em Natal-RN, recebeu alta médica nesta quarta-feira (15). A informação foi dada pela esposa de Carlos, em seu perfil numa rede social.
Em contato com a reportagem do Portal25horas, Josilene detalhou como será o processo de acompanhamento médico nessa segunda etapa do tratamento.
“Ele vai ter que ir todos os dias ao hospital tomar remédios e fazer exames. Depois de duas semanas o médico verá se ele pode voltar pra Guarabira e ficar vindo apenas uma vez na semana. E daí, de duas em duas semanas, uma vez no mês, e depois alta pra ficar só fazendo revisão de ano em ano. Mas ele está bem, só tá um pouco inchado porque foi muito remédio, mas aos poucos vai voltando ao normal, se Deus quiser”, contou a esposa.
Autotransplante
O tratamento que retira células sadias da medula do paciente e após uma alta dose de quimioterapia, as reimplanta na própria pessoa, é muito eficaz no combate ao câncer.
Pacientes que se submetem ao transplante autólogo de medula óssea tem que permanecer em isolamento por quinze dias. Nestes casos, o paciente fica com imunidade zero e precisa ser preservado até que sua medula volte a funcionar, o que leva cerca de dez dias.
A medula de Antônio pegou e o procedimento foi considerado um sucesso, sendo necessário agora cumprir todas as etapas estabelecidas do tratamento.
O projeto “Saúde no Lugar Certo”, idealizado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), será implementado nos municípios de Belém, Cuitegi e Alagoinha. O Termo de Ajustamento de Conduta que versa sobre o assunto foi assinado nessa terça-feira (15), na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Guarabira. A expectativa é de que, assim como aconteceu no Hospital Regional de Guarabira, o projeto solucione o problema da retenção de macas do Samu e do Corpo de Bombeiros, bem como a superlotação no Hospital Distrital de Belém. De acordo com a direção da unidade, entre janeiro e abril deste ano, foram realizados mais de 4 mil atendimentos de baixo risco na unidade hospitalar, que deveriam ter sido feitos nas unidades básicas de saúde (UBSs).
Com o TAC, seis municípios que integram a rede pactuada com sede em Guarabira assumiram o compromisso de reorganizar e padronizar os seus serviços de saúde para ofertar um melhor atendimento à população. Na última quinta-feira (9), os secretários de Saúde dos municípios de Pilões, Pilõezinhos e Pirpirituba já haviam assinado o termo de ajustamento de conduta.
A promotora de Justiça Andréa Pequeno, idealizadora do projeto, disse que o “Saúde no Lugar Certo” foi implementado em dezembro de 2017, na rede municipal de Guarabira e, em apenas dois meses, ele foi capaz de organizar a rede, de acabar com a retenção de macas no hospital e na UPA da cidade e de reduzir em mais de 30% os atendimentos no Hospital Regional, através da contrarreferência dos casos mais simples às UBS do município.
Segundo a promotora, houve a necessidade de estender o projeto para os demais municípios da rede pactuada porque a desorganização dos serviços está prejudicando os atendimentos no Hospital Regional de Guarabira.
TAC
O TAC foi assinado pelos secretários de Saúde de Cuitegi, Belém e Alagoinha; pelas direções dos hospitais de Belém e de Guarabira, da UPA de Guarabira; do Samu de Belém e Guarabira e pela 2a Gerência de Saúde da Secretaria Estadual (SES-PB).
Ficou acordado que os hospitais de Belém e de Guarabira e que a UPA de Guarabira farão a triagem dos pacientes que lhes forem encaminhados, através de protocolo padrão de preenchimento de ficha de referência, com a indicação do local de residência desses pacientes. Os casos mais simples (classificados pela cor azul) serão encaminhados às UBSs dos municípios dos usuários, junto com formulário padronizado preenchido, informando dados pessoais e clínicos dos pacientes, motivo do encaminhamento e dados para contrarreferência.
Atendimentos pediátricos que não forem enquadrados na atribuição do Hospital Regional serão encaminhados à UPA de Guarabira, após triagem e estabilização do paciente.
Em Belém, os atendimentos adultos, com classificação de risco verde, que não forem de atribuição do Hospital Regional, serão encaminhados ao Hospital Distrital, que também deverá atender pacientes classificados com a cor amarela, com quadros de crises hipertensiva, asmática, hemorragias, cefaleia, mal-estar generalizado, diabetes descompensado, febre alta e desmaio.
Atendimentos classificados nas cores amarela (com destaque para as suspeitas de fraturas) e vermelha (vítimas de acidentes de arma de fogo e arma branca; traumas, hemorragias digestivas, edema pulmonar, envenenamento e intoxicações, por exemplo) serão feitos no Hospital Regional de Guarabira. A UPA de Guarabira também ficará responsável por alguns atendimentos classificados na cor vermelha.
As secretarias municipais e Estadual de Saúde deverão providenciar panfletos para divulgar junto aos usuários do SUS que atendimentos serão realizados em cada serviço.
Retenção de macas
De acordo com o TAC, o Hospital Distrital de Belém fará o atendimento das demandas encaminhadas pelo Samu e Corpo de Bombeiros no prazo máximo de 45 minutos, respeitando a triagem e classificação de risco do paciente, agilizando a liberação das macas.
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO – Alguns exemplos de atendimento
* UBS – AZUL: obtenção e troca de receitas e atestados médicos, curativos e atendimentos de pessoas com febre de até 38 graus, retirada de pontos, controle de diabetes e pressão, hanseníase, tuberculose e outros;
* UPA GUARABIRA e HOSPITAL DISTRITAL DE BELÉM – VERDE: dor de cabeça leve e moderada há vários dias, dor abdominal leve e moderada, cervicalgia e lombalgia leves e moderadas, tosse há vários dias, diarreia com dor abdominal leve e moderada, náuseas e vômitos;
* UPA DE GUARABIRA E HOSPITAL DE BELÉM – AMARELA: crises hipertensivas e asmáticas, hemorragias, cefaleias, diabetes descompensado, febre alta e desmaios;
* UPA VERMELHA: hemorragia digestiva, edema pulmonar, envenenamento, intoxicação grave, dor torácica, AVC e infarto;
* Hospital Regional – VERDE: acidentes antirrábicos e picadas de animais peçonhentos, atendimentos de idosos e pessoas com deficiência;
* Hospital Regional – AMARELA: crises hipertensivas e asmáticas, hemorragia, dor abdominal intensa, mal-estar generalizado, febres altas, desmaios, crises convulsivas, cortes e suspeita de fraturas;
* Hospital Regional – VERMELHA: acidentes por armas de fogo e branca, trauma, hemorragia digestiva alta e baixa, edema pulmonar, envenenamento e intoxicação graves, dor torácica, AVC e infarto.
A menopausa é caracterizada pelo declínio natural dos níveis de hormônios sexuais produzidos pelo organismo feminino. Segundo especialistas, a idade média para o surgimento da menopausa é de 51 anos, mas em algumas mulheres pode começar ainda mais cedo (40 anos), sendo, portanto, denominada menopausa precoce.
Os sintomas mais comuns são ondas de calor, secura vaginal, distúrbios do sono e dores nas articulações. Devido à combinação de manifestações, algumas mulheres ainda desenvolvem ansiedade ou depressão. Essas ocorrências são tão debilitantes que 25% das mulheres na menopausa consideram reduzir as horas de trabalho, segundo pesquisa britânica recente. Essa necessidade de redução também pode refletir na vida pessoal.
No entanto, especialistas indicam que é possível lidar com os efeitos colaterais de maneira simples, incluindo mudanças alimentares e práticas terapêuticas, como ioga. Aliás, o site especializado Daily Mail preparou uma lista com 10 dicas para reduzir os sintomas da menopausa. Confira.
1. Menos café, por favor
O café é uma das bebidas favoritas do mundo. Entretanto, para mulheres na menopausa, ele pode ser prejudicial. Isso porque o café promove a dilatação dos vasos sanguíneos, piorando os sintomas. Além disso, a cafeína presente na bebida interfere na atuação da adenosina – hormônio calmante que ajuda a reduzir o stress. Esse efeito negativo pode aumentar os níveis de ansiedade. Portanto, o recomendado é reduzir a ingestão de café (e sempre que possível optar pela versão descafeinada) e substituí-lo por chá de ervas como camomila e menta.
2. Coma mais vegetais
Quando o assunto é menopausa, especialistas advertem para a necessidade de mudanças na dieta e no estilo de vida, pois ajudam a controlar muitos sintomas. Entre as mudanças sugeridas está o acréscimo de maiores porções de vegetais, especialmente aqueles que contêm isoflavonas e lignanas. Também conhecidos como fitoestrogênios, esses hormônios vegetais apresentam ação semelhante ao estrogênio – um dos principais hormônios reprodutivos da mulher, cujas taxas caem drasticamente ao longo da menopausa.
Essas substâncias são encontradas na batata doce, grão de bico, lentilha, repolho, nabo, brócolis e couve-rábano. Produtos derivados da soja também são excelentes opções, incluindo tofu e edamame. Outras boas fontes são semente de linhaça e de abóbora. Também é possível adquirir esses fitoestrogênios em forma de suplementos.
3. Vitamina C nunca é demais
De acordo com especialistas, a vitamina C possui antioxidantes, substância que combate os radicais livres – moléculas que aceleram o envelhecimento. Ela também estimula a produção de colágeno na pele, reduzindo rugas e linhas de expressão. Ou seja, temos aí uma excelente fonte de substâncias com efeito anti-idade. Além disso, ela ajuda na produção de energia e reduz o cansaço e a fadiga. Portanto, a dica é investir em frutas ricas em vitamina C, como frutas vermelhas (morango, cereja, amora, framboesa), frutas cítricas (laranja, limão, pêssego, caju), goiaba, kiwi, mirtilo e manga. Na família das verduras, ela pode ser encontrada nos vegetais de folhas verdes.
Vale lembrar que frutas e verduras ainda fornecem polifenóis antioxidantes, que promovem efeito protetor contra hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2, câncer, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).
Os aminoácidos são essenciais para a vida humana. Poderíamos dizer que são os “tijolos” com os quais são construídas as proteínas.
Ainda que nosso organismo seja composto por cerca de 250 mil proteínas diferentes, estas são formadas por apenas 20 aminoácidos – e nosso corpo é capaz de fabricar só 11 deles.
Os outros nove – histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e valina – são os chamados aminoácidos essenciais. Como não podem ser sintetizados pelo corpo humano, temos de conseguí-los por meio dos alimentos.
O médico Javier Marhuenda Hernández, da Academia Espanhola de Nutrição Humana e Dietética, explica que é importante obtê-los de forma simultânea – e aí se encontra uma dificuldade, porque a maioria dos alimentos não contém individualmente todos os aminoácidos essenciais em quantidade suficiente.
“É preciso diferenciar entre as proteínas completas, que têm todos os aminoácidos essenciais em quantidade suficiente, e as incompletas, quando ao menos um aminoácido essencial não existe em quantidade suficiente para satisfazer nossas necessidades”, explica Marhuenda.
Conheça a seguir os alimentos ricos em aminoácidos, e de quais tipos.
Alimentos de origem animal
Alguns alimentos como as carnes magras, os ovos, o leite e seus derivados contêm os nove aminoácidos essenciais e também os 11 não essenciais que nosso organismo requer para funcionar corretamente.
“Os alimentos de origem animal têm proteínas de alto valor biológico e nos fornecem todos os aminoácidos essenciais em uma tacada só”, diz Marhuenda.
Alimentos como carne de porco, frango e bovina, além de peixes como salmão, mero, atum e sardinha são ricos em isoleucina, valina, leucina, fenilalanina, treonina, metionina, histidina e lisina.
Frango, peru, coelho e peixes como salmão, sardinha, vieira, medo, bacalhau e atum são ricos em triptofano.
O leite e seus derivados, em especial o queijo, também contêm praticamente todos os aminoácidos. E o ovo, especialmente, a clara, contém aminoácidos como isoleucina e valina.
Isso significa que deveríamos ingerir somente proteínas de origem animal? Absolutamente não, diz Marhuenda.
“A ingestão de proteínas de origem animais, apesar de conterem todos os aminoácidos essenciais, implicam consumo de grandes quantidades de gorduras, o que não ocorre com as proteínas vegetais”, explica o médico.
Alimentos de origem vegetal
A nutricionista María Velasco explica que existem alguns alimentos de origem vegetal que não contêm os nove aminoácidos essenciais, mas podemos complementá-los ao combiná-los sem ter de incorporar um alimento de origem animal.
“Devemos deixar para trás o mito de que as proteínas completas só são adquiridas com alimentos de origem animal. Nem todas as proteínas de origem vegetal são incompletas”, diz Velasco.
Ela explica que o grão-de-bico, a soja, alguns feijões, trigo-sarraceno, quinoa, amaranto, sementes de cânhamo e pistache contêm todos os aminoácidos essenciais.
Mas, por exemplo, as lentilhas têm uma quantidade limitada do aminoácido essencial metionina, e os cereais, como o arroz integral, por exemplo, contêm pouca lisina e treonina.
Portanto, se fizermos um prato que combine lentilhas (ricas em lisina, pobres em metionina) com arroz integral (rico em metionina e pobre em lisina), obteremos uma refeição com proteínas completas.
“Mas, cuidado, não há necessidade de combiná-los sempre na mesma refeição se você não quiser. Também se pode fazer isso com diferentes refeições durante o dia”, acrescenta Velasco.
“Isso quer dizer que você pode comer lentilhas no almoço e arroz integral no jantar, já que o nosso fígado vai estocar e oferecer ao nosso corpo os aminoácidos essenciais quando for necessário.”
Marhuenda explica que não faz muito sentido concentrar-se na ingestão de alimentos específicos para atender às necessidades de um único aminoácido essencial. O que temos de fazer é maximizar a variedade de alimentos que comemos.
Velasco diz que incorporar uma variedade de alimentos na dieta todos os dias, como frutas, legumes, cereais integrais, nozes, sementes, proteínas animais e vegetais e gorduras saudáveis, é essencial para o nosso corpo funcionar corretamente.
O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga, em Campina Grande, atendeu 517 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) durante o último fim de semana (4 e 5).
O balanço tem como base as entradas realizadas a partir da zero hora do sábado (05.05) até as primeiras horas desta segunda-feira (06/05). Os casos envolvendo motos lideraram as entradas nos plantões durante o período.
De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, dos 517 atendimentos, (74) foram vítimas de acidentes de moto, acidente de automóvel (12), agressão física (08), vítimas de projéteis de arma de fogo (03) e arma branca (07). Os demais atendimentos médicos foram na clinica médica e na pediatria.
A unidade de saúde disponibiliza 292 leitos, 340 médicos, sendo 64 em regime de plantão presencial 24 horas. O hospital dispõe de seis salas no bloco cirúrgico.
O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes de Campina Grande é referência em trauma para 203 municípios da Paraíba, além de alguns municípios do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.
As chamadas doenças tropicais negligenciadas (DTNs) afetam mais de 1 bilhão de pessoas e custam todos os anos bilhões de dólares às economias de países em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As populações que vivem na pobreza, sem saneamento básico adequado e em contato direto com vetores de infecções são as mais afetadas por essas doenças, que predominam em condições tropicais.
Para complicar, infecções virais como o sarampo e a tuberculose, que foram praticamente erradicadas há um século, estão novamente em ascensão.
E doenças mais comuns passíveis de tratamento – como a gripe, por exemplo – são responsáveis por milhares de mortes que poderiam ser evitadas a cada ano.
Felizmente, as novas tecnologias médicas apresentam um grande potencial para controlar infecções, conter surtos e até mesmo fornecer suprimentos para salvar vidas em regiões remotas.
Da tinta antimicrobiana a vacinas sem agulha e drones que transportam órgãos para transplante, as inovações tecnológicas estão se tornando rapidamente uma realidade na medicina.
No curto prazo, essas novas ferramentas podem aumentar a taxa de sobrevivência de pacientes com uma série de doenças; no longo prazo, podem ajudar a entender a epidemiologia dos agentes patogênicos, essencial para o desenvolvimento de programas globais de controle de doenças.
Insulina sem dor
Certos medicamentos só podem ser administrados por meio de injeção. A aplicação é dolorosa para os pacientes e trabalhosa para os profissionais de saúde – além disso, a falta de agulhas hipodérmicas esterilizadas em algumas áreas pode levar a infecções.
Diante deste contexto, cientistas do Instituto Koch de Pesquisa Integrada sobre o Câncer, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), e do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade Harvard, nos EUA, desenvolveram uma espécie de pílula de insulina.
Trata-se de uma cápsula capaz de transportar o hormônio pelos obstáculos do sistema digestivo até chegar ao estômago, onde é absorvido pela corrente sanguínea.
Funciona da seguinte maneira: uma vez ingerida, a cápsula libera um dardo de insulina, ativado por meio de uma mola, que é aplicado diretamente na parede do estômago.
Os pesquisadores publicaram suas descobertas na revista científica Science, explicando que se “inspiraram na capacidade de auto-orientação da tartaruga-leopardo” – a cápsula foi criada nos moldes do casco do animal.
O aplicador de insulina sabe, portanto, como se posicionar de forma que sua agulha microscópica atinja diretamente o tecido estomacal, sem perfurar nenhum órgão ao longo do caminho.
Pacientes com diabetes tipo 1 – doença autoimune na qual o pâncreas não produz insulina suficiente – recebem injeções diárias do hormônio, responsável por controlar a glicose no sangue.
Mas, em breve, talvez sejam capazes de controlar sua condição com a ajuda desta cápsula do tamanho de uma ervilha.
Tinta antimicrobiana contra ‘superbactérias’
Cerca de 10% dos pacientes hospitalizados contraem uma nova doença durante o período de internação – muitas vezes depois de entrar em contato com equipamentos e superfícies infestados de germes.
Em todo o mundo, 700 mil pessoas morrem a cada ano em decorrência de infecções resistentes a medicamentos, incluindo tuberculose, HIV e malária.
A OMS classificou recentemente a resistência a antibióticos como uma “ameaça à saúde global”.
Como resposta, a agência que controla os alimentos e medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e diversas empresas líderes no mercado de tinta se uniram para desenvolver uma variedade de revestimentos antimicrobianos que podem ser aplicados em equipamentos e materiais hospitalares.
Estes aditivos antibacterianos são adicionados à tinta ou ao verniz durante seu processo de fabricação; a tinta é então aplicada na superfície que, uma vez seca, se torna resistente a micróbios, mofo e fungos.
A BioCote produz tintas antimicrobianas que são vendidas comercialmente, oferecendo um mecanismo promissor para combater as chamadas “superbactérias”: aquelas que são resistentes a antibióticos e podem infectar superfícies hospitalares, contaminando pacientes que já estão com a imunidade baixa.
Ironicamente, as mesmas substâncias químicas presentes em produtos antibacterianos – como desinfetantes e gel para higienizar as mãos – usados na limpeza de hospitais e equipamentos médicos são conhecidos por promover as cepas antibacterianas (resistentes a antibióticos), matando bactérias boas e más da mesma forma.
Desde a invenção no início do século 20, os antibióticos salvaram inúmeras vidas, erradicando doenças causadas por bactérias nocivas; mas, assim como o uso excessivo das drogas enfraqueceu sua eficácia, a tinta antimicrobiana não é uma medida infalível.
É seguro dizer que, desde que não confiem nela como único método, os hospitais podem adicionar a tinta antibacteriana à lista de procedimentos de combate a doenças.
Torrada com abacate. Suco de kale. Smoothie de goji berry. Salada de quinoa.
Se os alimentos fossem celebridades, estes seriam apenas alguns que desfilaram pelo tapete vermelho nos últimos anos.
Mas por que apenas algumas frutas, verduras e legumes entram para a lista VIP da indústria alimentícia – de produtos altamente desejados com a capacidade de gerar lucro e influenciar os hábitos alimentares de bilhões de pessoas?
Por que o kale e o abacate tiveram uma ascensão meteórica em termos de popularidade e estão sob os holofotes, enquanto a cenoura ou o coitado do nabo seguem marginalizados?
A resposta é complicada e complexa.
Como o abacate conquistou o mundo
Vamos começar com o abacate – o queridinho da geração millennial. Hoje em dia, ele é encontrado com frequência nos cardápios, principalmente na versão “torrada com abacate”, a preços inflacionados.
A fruta se tornou tão conhecida e conquistou tantos fãs que é difícil encontrar uma empresa que não esteja tentando lucrar com a sua fama.
A companhia britânica Virgin Trains, por exemplo, começou uma campanha de marketing no ano passado chamada “#Avocard”. Depois que os cartões de trem esgotaram, a companhia decidiu oferecer desconto aos clientes com idade entre 26 e 30 anos que comparecessem à estação segurando um abacate.
Embora a reação dos millennials tenha sido polarizada – alguns acharam a promoção paternalista -, não há como negar que esta geração consome muito abacate. Basta observar a foto dos pratos que circulam pelas redes sociais.
Os seres humanos comem abacate há milhares de anos, mas os jovens na faixa dos 20 e 30 anos fizeram a demanda pela fruta disparar.
Um cirurgião plástico de Londres contou em 2017 que havia atendido tantos pacientes que se machucaram cortando a fruta, que sua equipe começou a chamar esse tipo de lesão de “mão de abacate”.
Por outro lado, há quem considere a torrada com abacate bastante cara em cidades como Londres – representando uma frivolidade e um exemplo da razão pela qual tantos millennials não conseguiriam sustentar sua moradia.
Há muitos fatores que influenciam a preferência de um alimento entre os consumidores: imagens pré-produzidas e suculentas do prato no Instagram, por exemplo, ou propagandas financiadas por organizações que apoiam certas indústrias alimentícias.
Histórias longas e elaboradas também exercem um fascínio em torno de certos alimentos, especialmente em países que estão distantes da origem do mesmo.
Jessica Loyer, pesquisadora em valores de alimentos da Universidade de Adelaide, no sul da Austrália, cita como exemplo o açaí e as sementes de chia, considerados “superalimentos”.
“Muitos desses alimentos podem ter histórico de consumo (em países em desenvolvimento)”, diz ela.
Outro exemplo é a raiz de maca, do Peru, que é triturada para ser transformada em um suplemento em pó. Ela é conhecida pelo alto teor de vitaminas e minerais, além de propriedades para aumento de fertilidade e energia.
Uma comunidade nos Andes aprecia tanto esta raiz que construiu uma estátua de 5 metros de altura em sua homenagem na praça da cidade.
Loyer sinaliza, no entanto, que podem surgir alguns problemas quando um alimento atinge o auge da fama, especialmente se for proveniente de um país em desenvolvimento e estiver na moda em países desenvolvidos.
Xavier Equihua é diretor-executivo da Organização Mundial do Abacate, com sede em Washington, nos EUA. Seu objetivo é impulsionar o consumo da fruta na Europa.
Segundo ele, o abacate é um alimento fácil de vender: é delicioso e nutritivo, além de ser um substituto importante para vegetarianos e veganos. As fotos de pratos com a fruta publicadas por celebridades nas redes sociais também dão um empurrãozinho nas vendas.
As pessoas na China, onde o abacate também está ganhando popularidade, podem ver “Kim Kardashian passando máscara de abacate no cabelo em sua conta no Instagram. Ou ficar sabendo que a atriz Miley Cyrus tatuou um abacate no braço”.
O reinado do kale
Se o abacate é uma celebridade no mundo das frutas, então seu equivalente no universo das verduras tem que ser o kale, também conhecido como couve-de-folhas.
Com folhagem verde escura, é considerado um alimento essencial para adultos saudáveis, responsáveis e conscientes ao redor do mundo – seja usado na salada ou batido no liquidificador como suco antioxidante.
O número de plantações de kale nos EUA dobrou entre 2007 e 2012. A cantora Beyoncé chegou a usar um moletom em um videoclipe de 2015 com a palavra “kale” estampada nele.
Mas como a couve-de-folhas entrou na moda?
Robert Muller-Moore, fabricante de camisetas em Vermont, nos EUA, disse que viu a tendência se aproximar a quilômetros de distância e vendeu camisetas com a frase “coma mais kale” para o mundo todo nos últimos 15 anos.
Ele estima ter distribuído mais de 100 mil adesivos de para-choque citando os benefícios da verdura.
Ele chegou a se envolver, inclusive, em uma disputa judicial de três anos com a Chick-fil-a, a maior cadeia de fast-food de frango frito dos EUA, cujo slogan é “coma mais frango”.
“Isso chamou muita atenção para o kale”, diz ele.
Assim como o abacate, a couve-de-folhas apresenta benefícios reais para a saúde, por isso seu status de celebridade não deve ser reduzido à mera propaganda feita por celebridades.
Mas é importante manter um certo grau de ceticismo e saber que nenhum alimento é uma solução milagrosa para a saúde perfeita, independentemente de quão popular ou nutritivo ele seja.
Especialistas dizem que uma dieta variada de frutas, legumes e verduras é mais rica em nutrientes do que consumir sempre o mesmo tipo de alimento. Por exemplo, misturar alface, espinafre e agrião pode ser mais saudável do que comer só kale.
Infelizmente, parece que é mais fácil colocar apenas uma verdura ou legume no pedestal, em vez de tentar tornar todo um grupo de alimentos mais atrativo.
Esse é o desafio que Anna Taylor, que trabalha no instituto de pesquisa britânico The Food Foundation, está enfrentando.
Recentemente, ela ajudou a criar o Veg Power, uma campanha publicitária para televisão e cinema que mais parece um trailer de filme de super-heróis – o objetivo é mudar a atitude das crianças em relação aos legumes e às verduras.