A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou várias ações de fiscalização nas rodovias federais neste fim de semana na Paraíba, resultando na prisão de seis pessoas e na apreensão de drogas, veículos roubados e armas.
Os agentes apreenderam cerca de 16,2 quilos de substância análoga à maconha em dois municípios do estado. A primeira ocorrência foi registrada em São Mamede, no Sertão paraibano, onde a droga foi localizada dentro de um veículo durante uma inspeção de rotina. Já em Santa Rita, na Grande João Pessoa, outro carregamento foi encontrado, também durante fiscalização de trânsito, levando à prisão do condutor.
Além disso, a PRF também prendeu três motoristas por embriaguez ao volante. Dois deles estavam envolvidos em acidentes de trânsito que deixaram pessoas feridas. Os condutores passaram por testes de alcoolemia que confirmaram a ingestão de bebida alcoólica.
Em outra ação, uma picape com registro de roubo e furto foi recuperada na cidade de Mamanguape, no Litoral Norte do estado. O veículo apresentava adulteração na placa e, após consulta aos sistemas, os agentes confirmaram que havia registro de roubo no Rio Grande do Norte.
De acordo com a PRF, as fiscalizações tem o objetivo de reduzir o crime e acidentes nas rodovias. Os suspeitos e os materiais apreendidos foram encaminhados às delegacias locais para os procedimentos legais.
Mais de quatro décadas após ter interrompido os estudos universitários, Iremar Almeida, de 72 anos, decidiu retomar um antigo projeto de vida, que é se formar em licenciatura em física. Neste ano, ele se prepara para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, com o objetivo de ingressar novamente na universidade.
“Foram 43 anos fora das salas de aula, mas o sonho continua vivo e, dessa vez, acredito que vou finalmente ressuscitá-lo. Muitos filósofos falam em tempo de sonhar, mas, agora, eu só tenho tempo de realizar”, conta Iremar.
A retomada dos estudos começou de forma simples, em casa, com livros da década de 1980 que ele guardava desde a juventude. Em junho deste ano, Iremar descobriu um curso preparatório gratuito oferecido pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), voltado para jovens e adultos que desejam prestar o Enem. Desde então, as aulas se tornaram parte da rotina diária de Iremar.
Iremar chegou a lecionar física em colégios de Campina Grande, no Agreste paraibano, enquanto cursava a licenciatura. Porém, diante das demandas da vida, precisou abandonar o curso e se dedicar ao trabalho. Tornou-se vendedor, profissão na qual construiu toda a trajetória profissional.
“Eu, por exemplo, sempre gostei de contar histórias, até porque todo vendedor vive delas. Mas é diferente do que se exige na prova, com a estruturação do texto e tudo mais. Já aprendi muita coisa só com a preparação”, contou, entre risos.
Casado com dona Nely, com quem tem três filhos, todos já formados, Iremar diz que a família é seu maior incentivo. “Tudo que eu quero é que ele realize esse sonho. No tempo em que queria mesmo, não tinha tempo, mas agora vai, finalmente, realizar”, disse dona Nely.
Enem 2025
A primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizada neste domingo (9). Nessa fase, os participantes enfrentam a redação e 90 questões objetivas das áreas de Linguagens e Ciências Humanas. Já no domingo seguinte (16), ocorre a segunda etapa do exame, com mais 90 questões, desta vez voltadas para Matemática e Ciências da Natureza.
Nos dois dias de aplicação, os portões dos locais de prova serão abertos ao meio-dia e fechados às 13h, sem tolerância para atrasos. As provas começam pontualmente às 13h30, seguindo o horário oficial de Brasília.
Ao todo, 142.050 inscritos no Enem 2025 (Exame Nacional do Ensino Médio) podem fazer as provas neste domingo (9) em toda a Paraíba. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A quantidade de inscritos neste ano é 10,6% maior do que a de 2024, quando o estado registrou 128.376 inscritos. Entre os inscritos, as mulheres são maioria. Elas equivalem a 58,28%, ou seja, 82.787 das inscrições. Já os homens representam 41.72%, ou seja, 59.263.
g1pb
Uma ação da Polícia Civil, deflagrada nesta sexta-feira (7), mira suspeitos de participação em uma tentativa de assalto a um carro forte em Campina Grande. Ordens judiciais são cumpridas em Campina Grande e João Pessoa.
A ação teve por finalidade o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva contra integrantes do grupo, além da execução de mandados de busca e apreensão e de quebra de sigilo telefônico.
Entre os alvos da operação, três já se encontravam presos. No entanto, segundo a polícia, eles “continuavam atuando na organização criminosa e tiveram participação direta na tentativa de roubo”. Outro alvo era um policial militar reformado.
Pelo menos dois alvos foram presos na capital paraibana, nos bairros de Gramame e Mangabeira. Em Campina Grande, um dos investigados reagiu à abordagem policial e foi baleado durante uma troca de tiros. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A tentativa de assalto um carro-forte que é investigada aconteceu em Campina Grande no mês de junho. O crime ocorreu quando o carro-forte chegava a uma cooperativa de crédito. Um vigilante acabou baleado e morto na época.
De acordo com a Polícia Civil, a operação segue em andamento “com o objetivo de localizar outros possíveis envolvidos e reunir novos elementos de prova que auxiliem no completo desmantelamento da estrutura criminosa.”
Uma coletiva de imprensa está marcada às 10h para dar detalhes da investigação.
MaisPB
A ministra Maria Isabel Galotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta terça-feira (4) pela cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em 2022.
A relatora também defendeu a inelegibilidade de Castro por oito anos e a realização de novas eleições para o governo do estado. O voto incluiu ainda a condenação do ex-vice-governador Thiago Pampolha, do ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes, e do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-secretário de Governo.
O julgamento analisa um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que tentam reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), responsável por absolver Castro e outros acusados em 2023. O caso envolve supostas contratações irregulares na Ceperj e na Uerj durante o período eleitoral.
Galotti afirmou que as contratações ocorreram fora das normas constitucionais, sem controle público e fora da folha de pagamento oficial do estado. Segundo ela, os pagamentos foram feitos “na boca do caixa” e parte dos beneficiários teria sido coagida a apoiar politicamente o governador nas redes sociais.
“Cláudio Castro aparece numa posição central de execução do esquema ilícito. Utilizando suas prerrogativas de chefe do Executivo, não apenas anuiu, como autorizou e editou normativos que viabilizaram as irregularidades”, declarou a ministra.
Após o voto de Galotti, o ministro Antônio Carlos Ferreira pediu vista, o que suspendeu o julgamento. Ainda não há data para a retomada.
Acusação
Durante a sessão, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa pediu a cassação do diploma e a inelegibilidade dos envolvidos por oito anos. Segundo ele, Castro obteve vantagem eleitoral ao contratar servidores temporários sem respaldo legal e descentralizar recursos públicos para entidades não vinculadas ao governo.
A acusação sustenta que o esquema movimentou R$ 248 milhões e envolveu 27.665 contratações, com pagamentos em dinheiro vivo, usados para aliciar eleitores e empregar cabos eleitorais.
“As provas demonstram o abuso de poder político e econômico, com gravidade suficiente para comprometer a legitimidade do pleito”, afirmou Espinosa.
Defesa
O advogado Fernando Neves, que representa Cláudio Castro, negou as acusações. Ele afirmou que o governador apenas sancionou uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa e editou um decreto regulamentar, não podendo ser responsabilizado por eventuais desvios de execução.
“Se houve alguma irregularidade, ela ocorreu na execução dos programas, e não na atuação do governador”, argumentou. “É como responsabilizar o presidente de um tribunal por uma multa de trânsito cometida por um motorista.”
Quatros pessoas foram presas, incluindo dois secretários da cidade de Jacaraú, na Paraíba, pelo assassinato do vereador Peron Filho, no Litoral Norte do Estado. As ações ocorreram na manhã desta quinta-feira (30) no âmbito da Operação Parlamento, realizada pela Polícia Civil da Paraíba com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Mandados de prisão e de buscas ainda serão cumpridos na Paraíba e no Rio Grande do Norte, em desfavor de envolvidos no assassinato do parlamentar.
A operação é conduzida pela 7ª Delegacia Seccional de Mamanguape, com o apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da Unintelpol/PCPB e do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
Todos os detalhes da operação serão divulgados pela Polícia Civil, nas próximas horas. Em entrevista no mês passado à MaisTV, canal de vídeos o delegado Sylvio Rabelo, da Polícia Civil, afirmou que as investigações estavam avançadas e que trabalhavam com a possíbilidade de várias linhas de homicídio.
“A gente trabalha com homicídio, dentre o viés, várias linhas de homicídio. Pode ter sido uma ameaça, um desentendimento, pode ter sido algo profissional. Muitas coisas a gente não pode detalhar para a sociedade, para a imprensa nesse momento. Mas a gente trabalha principalmente por essa questão do.
Entenda o caso
O vereador Peron Filho foi encontrado morto a tiros em uma rodovia da cidade, no Litoral Norte da Paraíba. O caso foi registrado na noite dessa segunda-feira (15)….
Em nota, a Prefeitura Municipal de Jacaraú disse que a morte de Peron é uma “perda irreparável”. O município decretou três dias de luto oficial. “Neste momento de dor, nos unimos em solidariedade aos familiares, amigos e a toda Jacaraú que chora a partida de um filho ilustre da nossa terra”, finaliz.


Maispb
Uma mulher, de 62 anos, foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (27) em sítio na zona rural de Triunfo, no Sertão da Paraíba. O sobrinho da vítima, de 24 anos, é o principal suspeito do crime e está sob custódia da Polícia Militar.
Conforme observou o ClickPB, a mulher, identificada como Neci Benedita de Sousa, foi assassinada com golpes de faca e corpo apresentava sinais de violência sexual.
De acordo com o major Eugênio, subcomandante do 6BPM, o sobrinho da vítima deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município apresentando uma perfuração de faca. A PM foi acionada e o home m informou que teria sido ferido durante uma caçada, o que não convenceu os policiais.
Ainda segundo o subcomandante, horas depois, familiares da mulher informaram que suspeitavam que o sobrinho tinha praticado alguma violência contra a tia, que morava em um local de difícil acesso.
A Polícia Militar encontrou a mulher com ferimentos de por faca e sinais de violência sexual. A casa revirada indicava luta corporal.
A Polícia Civil e a perícia foram acionadas aos local para dar início às investigações do crime. O sobrinho da vítima está internado no Hospital Regional de Cajazeiras, sob custódia da PM.
A Paraíba registrou 24 feminicídios de janeiro a setembro de 2025. Foram quatro feminicídios a mais do que o registrado em todo o primeiro semestre, quando a quantidade de casos foi a segunda pior dos últimos dez anos. A média, na Paraíba, é de 2 feminicídios registrados por mês.
De janeiro a setembro de 2025, a Paraíba registrou os 24 feminicídios em diferentes cidades, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foram 3 feminicídios registrados no mês de janeiro, seis no mês de fevereiro, mais três em março, 2 em abril, 3 em maio, 3 em junho, nenhum em julho, 1 em agosto e 3 em setembro.
Para a pesquisadora de gênero, Glória Rabay, vários fatores influenciam a manutenção de números ainda altos. “Um fator é cultural, porque a lei, em si, não vai fazer diminuir nada, porque existem muitos fatores que explicam a violência contra as mulheres, fatores culturais, do machismo, e a gente tem visto um crescimento de práticas misóginas nos últimos anos, com o avanço da direita no Brasil, a gente tem visto que os discursos de misoginia, de ódio contra as mulheres, eles têm se proliferado fundamentalmente nas redes sociais”, explica a pesquisadora.
Os casos registrados até o momento, em 2025, aconteceram em Cajazeiras, Coremas, Araçagi, Cacimba de Dentro, Campina Grande, Conde, Cuité, Itaporanga, João Pessoa, Mulungu, Patos, Pilões, Pombal, Santa Rita, Solânea, Nova Floresta, Marizópolis e Juru.
Glória Rabay ressalta, portanto, que a prática do feminicídio não está restrita a um determinado território. “Embora sejam as mulheres pretas, pobres, periféricas, as maiores vítimas, a gente vai encontrar vítimas com qualquer característica social.
Da mesma forma, a gente vai encontrar homens violentos em qualquer lugar da sociedade, sejam pessoas pobres, sejam pessoas com recursos, sejam homens brancos, sejam homens pretos, porque a cultura machista está disseminada por toda a sociedade, não está apenas em um determinado núcleo, determinada bolha. Isso explica porque os casos de feminicídio estão espalhados em todo o território”, detalha.
Em março de 2015, a Lei nº 13.104 foi sancionada incluindo o feminicídio no rol dos crimes hediondos. Em 2024, uma nova legislação, a Lei 14.994, tornou o feminicídio um crime autônomo e estabeleceu outras medidas para prevenir e coibir a violência contra a mulher. Conforme a lei, o feminicídio é o assassinato de mulheres por razões da condição do sexo feminino.
Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher. A pena para os condenados pelo crime de feminicídio pode chegar 40 anos de prisão, maior do que a incidente sobre o de homicídio qualificado (12 a 30 anos de reclusão).
A pesquisadora Glória Rabay avalia como um passo positivo e essencial para conscientização da população sobre a violência de gênero.
“Eu penso que a Lei do Feminicídio foi um grande passo para que a gente possa observar esse tipo de acontecimento, esse tipo de violência, porque agora a gente tem um nome para dizer: ‘essa mulher foi morta porque é mulher. Ela foi atingida na sua característica, no seu gênero, um gênero do qual se espera a subserviência e ela teve a ousadia de dizer não’. Então ela foi atingida por isso. O feminicídio não é um fenômeno recente, ele é um fenômeno que há muito tempo acontece, só que a gente não dava esse nome. Então quando a gente dá o nome certo, isso ressalta, isso aparece com mais força. Eu acho que o único caminho para diminuir o feminicídio é o processo educativo, é através da educação”, reforça a pesquisadora Glória Rabay.
Ela explica que esse processo educativo contra o feminicídio não é de responsabilidade única da escola, embora seja um lugar muito importante. O processo educativo é de toda a sociedade. “Ele deve acontecer na escola, deve acontecer na mídia, deve acontecer nas igrejas, deve acontecer na família, ou seja, em qualquer espaço. É inademissível que empresas, por exemplo, do setor privado, permitam práticas misóginas, ou seja, essas práticas que reforçam a impressão de que as mulheres devem ser subservientes. Elas alimentam o machismo, que por sua vez alimenta o feminicídio. A responsabilidade contra essa prática é de toda a sociedade”, explica a pesquisadora.
Feminicídios em 2024
Em 2024, 25 mulheres foram assassinadas na Paraíba, simplesmente, por serem mulheres. Cerca de duas mulheres foram vítimas de feminicídio por mês no estado.
O acompanhamento do g1 é feito mês a mês com base em dados da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) solicitados via Lei de Acesso à Informação.
Apesar do número do ano passado ainda ser alto, em relação a 2023, houve uma queda de 26,47% no número de casos, quando 34 feminicídios foram contabilizados no estado.
Avaliando mês a mês, o período do ano mais violento para mulheres foram os meses de fevereiro e setembro, com 4 e 5 feminicídios, respectivamente. Houve apenas um mês (agosto) em que nenhum feminicídio foi registrado.
Os crimes aconteceram nas cidades de João Pessoa (4), Campina Grande (2), Marizópolis (2), Patos (2), Aparecida (1), Bonito de Santa Fé (1), Cabedelo (1), Fagundes (1), Itaporanga (1), Malta (1), Massaranduba (1), Montadas (1), Monteiro (1), Nova Floresta (1), Paulista (1), Santa Rita (1), São José de Piranhas (1), São Vicente do Seridó (1) e Sousa (1).
Conforme o levantamento do Núcleo de Dados da Rede Paraíba de Comunicação, a maioria dos crimes foi cometido por homens que mantinham ou mantiveram algum tipo de relacionamento com a vítima. Além disso, a maioria das mulheres foi assassinada por disparos de arma de fogo.
Além dos feminicídios, 41 mulheres foram vítimas de homicídios dolosos.
Homicídios dolosos contra mulheres em 2024 – mês a mêsComo denunciar
Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones:
- 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil)
- 180 (Central de Atendimento à Mulher)
- 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar – em casos de emergência)
G1pb
Estudantes do município de Mari, na Paraíba, enfrentaram um início de dia conturbado nesta quarta-feira (22) após o ônibus escolar que os levava à Escola Estadual Dom Marcelo Pinto Carvalheira ser parado pela Departamento de Estradas de Rodagem do Estado da Paraíba (DER-PB) por irregularidades. O veículo apresentava problemas graves, como ausência de janelas, falta de cintos de segurança e superlotação, com alunos viajando em pé.
A fiscalização da DER-PB resultou na autuação do ônibus, considerado irregular para o transporte estudantil. O episódio gerou revolta entre os estudantes, que manifestaram indignação nas redes e em grupos de mensagens, denunciando as condições precárias do veículo e cobrando providências da Secretaria de Transportes do município, comandada por Eliane, citada diversas vezes nas publicações.
Os alunos relataram a insegurança e o desconforto enfrentados diariamente. Em tom de protesto, um deles comentou: “Tá irregular é guincho”. Outro ironizou a falta de manutenção: “Essa janela aqui já fez aniversário”, disse ao registrar o estado do veículo.
Além das reclamações sobre a estrutura, os estudantes também questionaram a aplicação dos recursos públicos. “O dinheiro que está sendo cobrado em formato de imposto está sendo posto onde? Exigimos urgentemente a retribuição para os ônibus escolares, principalmente para os que vão para Guarabira e João Pessoa”, dizia uma das mensagens enviadas ao grupo.
Diante da situação, os alunos elaboraram uma nota de repúdio endereçada à secretária Eliane, pedindo a substituição do veículo por outro em condições adequadas. “Pedimos encarecidamente que nos disponibilize um ônibus em melhores condições, pois o nosso está completamente irregular, com riscos para nós mesmos”, diz o texto.
A paralisação do veículo pela DER-PB evidenciou a gravidade da situação e a falta de manutenção nos transportes escolares do município. O caso reacendeu o debate sobre a responsabilidade da gestão municipal na oferta de um serviço seguro e digno para os estudantes.
Até o momento, a Prefeitura de Mari e a secretária de Transportes, Eliane, não se pronunciaram sobre o caso. Os estudantes aguardam medidas urgentes para garantir segurança e melhores condições no transporte até as escolas.