O corpo de uma mulher foi encontrado sem vida na manhã de hoje (13), na faixa de areia da praia de Intermares, no município de Cabedelo, na Grande João Pessoa. A vítima apresentava sinais de agressão, segundo informações das autoridades.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito ainda no local. De acordo com o médico Francisco Lima, a mulher tinha fraturas na mandíbula, compatíveis com espancamento. “Possivelmente, a morte por afogamento foi secundária a um trauma”, disse.
A Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana isolaram a área para preservar o local. A Polícia Científica também foi acionada e realizou os primeiros levantamentos. Após a perícia, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde um exame mais detalhado deverá confirmar a causa da morte. Até o momento, a identidade da vítima não foi divulgada.
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Milhares de peixe mortos apareceram, nesse fim de semana, no Açude Velho, em Campina Grande, no Agreste Paraibanos, a 120 quilômetros de João Pessoa. De acordo com relatos de frequentadores, um forte mau cheiro podia ser sentido na localidade.
O início da remoção dos animais está programado para acontecer nesta segunda-feira (12), quando também deverá acontecer um reunião com órgãos municipais para discutir uma sessão emergencial para a situação.
Em nota, a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), disse que a situação está associada a um fenômeno ambiental conhecido como eutrofização, que ocorre quando há excesso de nutrientes na água, especialmente nitrogênio e fósforo, favorecendo a proliferação acelerada de algas e micro-organismos. Confira a nota abaixo.
Nota à imprensa
A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), esclarece que a mudança na coloração da água e o mau cheiro, observados recentemente no Açude Velho, estão associados a um fenômeno ambiental conhecido como eutrofização.
A eutrofização ocorre quando há excesso de nutrientes na água, especialmente nitrogênio e fósforo, favorecendo a proliferação acelerada de algas e micro-organismos. Com o passar do tempo, essas algas entram em processo de decomposição, consumindo grande parte do oxigênio dissolvido na água, o que provoca desequilíbrios no ecossistema aquático. Como consequência, há alteração na coloração da água, emissão de odores desagradáveis e, em alguns casos, a mortandade de peixes.
Esse tipo de ocorrência tende a ser mais frequente em períodos de temperaturas elevadas, baixa circulação da água e redução do volume de chuvas, condições típicas desta época do ano.
No que se refere às ações estruturantes, a Prefeitura de Campina Grande informa que o projeto de recuperação do Açude Velho encontra-se atualmente na fase de planejamento estratégico, que contempla levantamentos técnicos e a elaboração dos projetos necessários. Essas ações estão vinculadas a recursos do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA) e estão sendo conduzidas pela equipe técnica da Secretaria de Obras (Secob), com o apoio da Sesuma e da Secretaria de Planejamento (Seplan). O objetivo é consolidar todas as informações técnicas exigidas para os processos licitatórios, possibilitando o início das intervenções no primeiro semestre de 2026.
Paralelamente, a Sesuma mantém um trabalho permanente de monitoramento, fiscalização e manutenção do Açude Velho e de seus canais. Entre as ações realizadas estão a fiscalização ambiental para coibir o lançamento irregular de efluentes, bem como a limpeza periódica da superfície da água, com a retirada de folhas, resíduos sólidos, materiais flutuantes, animais mortos e outros elementos que possam comprometer a qualidade ambiental do reservatório.
Essas medidas visam reduzir impactos imediatos, preservar o equilíbrio ambiental da área e minimizar os efeitos da eutrofização, garantindo melhores condições ao Açude Velho até que a requalificação completa seja executada.
A Prefeitura de Campina Grande reafirma seu compromisso com a preservação do Açude Velho, patrimônio ambiental, histórico e paisagístico da cidade, e reforça que segue atuando de forma responsável, técnica e planejada, assegurando transparência e cuidado com um dos principais cartões-postais do Município.
Um grave acidente registrado na tarde desta sexta-feira deixou pelo menos uma pessoa morta e outras cinco feridas na PE-075, rodovia que liga o município de Juripiranga à cidade de Pedras de Fogo, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Segundo as primeiras informações, o veículo envolvido capotou após o motorista perder o controle da direção. Com a força do impacto, o carro pegou fogo e foi parcialmente consumido pelas chamas. Um carro-pipa foi acionado para conter o incêndio no local.
Equipes de enfermagem e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestaram socorro às vítimas feridas, que foram encaminhadas para unidades hospitalares da região, incluindo o Hospital de Trauma de João Pessoa.
Entre os feridos, uma das vítimas apresentou traumatismo cranioencefálico (TCE) e precisou ser resgatada com o apoio do helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O paciente foi levado até o campo do Derby, no Recife, e, em seguida, transferido de ambulância para o Hospital da Restauração.
As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.
A vacina de dose única contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan começará a ser aplicada no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 17 de janeiro, inicialmente nos municípios de Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais. No dia seguinte, 18 de janeiro, Botucatu, no interior de São Paulo, também iniciará a campanha de imunização.
Os três municípios foram escolhidos pelo Ministério da Saúde para avaliar o impacto da nova vacina em uma estratégia denominada “imunização acelerada”. Segundo a pasta, o público-alvo inicial será a população de 15 a 59 anos residente nessas cidades.
A aplicação fará parte de um teste com uma parcela do lote de 1,3 milhão de doses já entregue pelo Instituto Butantan. Na etapa seguinte, a vacinação será estendida aos profissionais da atenção primária que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde. A estimativa do ministério é que esses profissionais comecem a ser imunizados a partir do fim de janeiro.
A ampliação da vacinação para todo o país ainda depende do aumento da oferta de doses. De acordo com o Ministério da Saúde, a produção será expandida por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines. A estratégia prevê a ampliação gradual da imunização, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos, conforme a disponibilidade de vacinas.
Produzida em parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Biologics, a Butantan-DV é a primeira vacina contra a dengue em dose única no mundo. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de novembro e pode ser aplicado em pessoas de 12 a 59 anos.
Os estudos indicaram eficácia geral de 74,7%, com 91,6% de proteção contra casos graves e com sinais de alarme, além de 100% de eficácia contra hospitalizações. As pesquisas também apontaram que a proteção conferida pela vacina dura cinco anos. O imunizante é composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue e se mostrou seguro tanto em pessoas que já tiveram a doença quanto naquelas sem infecção prévia.
O Instituto Butantan prevê ofertar 30 milhões de doses anuais a partir do segundo semestre de 2026, com possibilidade de ampliação conforme a demanda e a capacidade produtiva.
Atualmente, a vacina contra a dengue disponível no SUS é a Qdenga, da farmacêutica Takeda, aplicada em duas doses. A recomendação do Ministério da Saúde, por enquanto, é vacinar apenas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença.
Em 2024, o Brasil registrou 6,6 milhões de casos e 6.297 mortes por dengue, segundo o Ministério da Saúde, superando o total de óbitos acumulados nos oito anos anteriores. Em 2025, o país contabilizou 1.776 mortes pela doença, além de 207 casos ainda em investigação.
Um homem de 20 anos foi preso nesta quarta-feira (7) suspeito de estuprar uma criança de 11 anos, em Coremas no Sertão da Paraíba. De acordo com a Polícia Civil, o homem mantinha um relacionamento com a criança. A mãe da vítima, que sabia da relação, também foi indiciada.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após a polícia tomar conhecimento de que o suspeito mantinha um relacionamento estável com a criança.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a mãe da criança sabia e aceitava o relacionamento. Ela foi indiciada por omissão, já que segundo o Código Penal os responsáveis têm o dever legal de proteger os menores.
Os policiais coletaram as informações necessárias acerca do caso e ao final do inquérito um mandado de prisão preventivo foi expedido contra o homem.
Um crime brutal chocou os moradores do bairro Patagônia, em Vitória da Conquista (BA), na última sexta-feira (2). Kelli Amorim Ribeiro, de 28 anos, foi assassinada a golpes de faca dentro de sua própria casa, As informações são do Portal A Tarde (da Bahia).
A vítima foi encontrada sem vida pela Polícia Militar. O crime teria sido cometido por uma mulher de 33 anos, que no passado foi amiga de Kelli. O filho da vítima, uma criança de apenas três anos, presenciou toda a cena.
Ainda segundo a reportagem, a suspeita foi localizada e presa em flagrante ainda na sexta-feira. Segundo a polícia, ela confessou o crime após ser encontrada em uma residência no mesmo bairro. Ela foi autuada pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). A principal linha de investigação aponta para ciúmes. A suspeita mantém um relacionamento com o ex-companheiro de Kelli, e as duas teriam discutido na noite anterior ao crime.
Kelli era recepcionista e apaixonada por ciclismo. Nas redes sociais, muitos amigos e colegas de pedal lamentam a perda. O filho dela está sob os cuidados da família paterna.
Na área onde hoje passa a Avenida José Jatahy, repousavam carros de outras eras, ônibus que já cruzaram a cidade inteira, tratores do tempo em que Fortaleza ainda crescia para fora, e até um antigo bonde, vestígio raro de quando a mobilidade urbana era elétrica e coletiva.
Sem intenção oficial, o lugar virou arquivo. Um museu a céu aberto da mobilidade, do trabalho e da transformação urbana.
Cada pedaço de veículo parado ali marcava um período da cidade: o industrial, o rodoviário, o moderno, o que veio e o que foi.
Para quem frequentou na infância, ao lado do pai, o impacto era imediato: escala, tempo, história viva.
Não era só sucata, era a cidade se olhando no espelho do próprio passado.
Hoje, o espaço desaparece fisicamente. Mas deixa algo que não se remove com máquinas nem incêndio: A memória coletiva de uma Fortaleza que rangia, andava devagar, fazia barulho e deixava marcas. A Sucata Chico Alves não foi apenas um comércio. Foi um capítulo urbano. E vai fazer falta a quem aprendeu a reconhecer a cidade ali, entre ferrugem e lembrança.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18/12), a Operação Hangar Fantasma para desarticular uma organização criminosa especializada em tráfico interestadual de drogas e lavagem de capitais, com atuação em vários estados.
As investigações começaram após a análise de dados de operações anteriores. Segundo a Polícia Federal, a liderança do grupo comandava os crimes de dentro do sistema penitenciário paraibano.
Além disso, foi identificado que a organização adquiria aeronaves para transportar grandes quantidades de cocaína. O esquema levava drogas das regiões Norte e Centro-Oeste para o Nordeste, por vias aéreas e terrestres.
O grupo criminoso foi ligado a três grandes apreensões, que somam cerca de uma tonelada de entorpecentes. Entre os casos, estão duas aeronaves apreendidas no Tocantins com aproximadamente 400 kg de cocaína cada.
Também houve uma apreensão terrestre na Paraíba, reforçando a dimensão interestadual do esquema. As provas apontaram uma logística estruturada e de alto custo operacional.
Durante o inquérito, a PF identificou uma sofisticada engenharia financeira para ocultar recursos ilícitos. Os investigados utilizavam “laranjas” e empresas de fachada para movimentar valores milionários.
Esses recursos eram usados para adquirir aviões, veículos de luxo e outros bens de alto valor. Com isso, buscavam dificultar o rastreamento do dinheiro ilícito.
Como medida para descapitalizar a organização criminosa, a Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos. O valor do bloqueio pode chegar a R$ 4,8 bilhões, além do sequestro de bens móveis e imóveis.
Os investigados responderão por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
O nome Operação Hangar Fantasma faz referência ao método usado para ocultar aeronaves e hangares. Segundo a PF, a frota aérea era registrada em nome de terceiros e empresas fictícias, tornando-se “invisível” ao controle financeiro.
Fonte: PF