Pelo menos 1,5 milhão de preservativos masculinos vão ser distribuídos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para o período de carnaval. A distribuição, nos 223 municípios paraibanos, acontece nos serviços de saúde de cada município e as pessoas podem buscar a camisinha sem passar por consulta antes. Ações também serão realizadas para a entrega do material.
Cerca de 150 mil unidades de gel lubrificante também serão distribuídos. A distribuição começa a partir do dia 13, na abertura do Folia de Rua, no Ponto de Cem Réis, e também nos blocos Virgens de Tambaú, Muriçocas de Miramar e Cafuçu.
De acordo com a gerente operacional das IST/HIV/aids/hepatites virais da SES, Ivoneide Lucena, as Gerências Regionais de Saúde estão sendo abastecidas com camisinhas, para proporcionar aos foliões o acesso aos preservativos.
Ivoneide faz um alerta para que todos os foliões usem preservativos porque nos últimos anos houve aumento de novos casos de Aids entre jovens de 15 a 34 anos. Conforme dados da SES, o período entre os anos de 2007 e 2018 registrou um aumento de 300% entre a faixa etária. Em 2019, foram notificados sete novos casos na Paraíba.
Previsão é de que o grupo chegue ao Brasil no sábado; duas aeronaves da frota presidencial vão trazer 29 pessoas
Os brasileiros que serão repatriados de Wuhan, na China, epicentro da epidemia de coronavírus, vão cumprir quarentena na base área de Anápolis (GO). Uma comitiva do governo esteve no local na manhã desta terça-feira para avaliar as instalações. A previsão é de que o grupo chegue ao Brasil no sábado.
O governo brasileiro vai disponibilizar dois aviões reservas da frota presidencial para o resgate de 29 pessoas. Entre os resgatados estão quatro chineses listados como parentes dos brasileiros.
As aeronaves que irão buscar os brasileiros saem de Brasília (DF) e fazem escalas em Fortaleza (CE), Las Palmas (Ilhas Canárias, Espanha), Varsóvia (Polônia) e em outra cidade da China, antes de pousar em Wuhan. No retorno, elas farão o mesmo trajeto em sentido contrário. No percurso, as pessoas resgatadas não poderão deixar a aeronave.
Os detalhes sobre a repatriação dos brasileiros e seus familiares foram anunciados pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e pelo chanceler Ernesto Araújo, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Os dois fizeram o comunicado após reunião do Conselho de Governo com o presidente Jair Bolsonaro que aconteceu na tarde desta terça-feira.
“O presidente concordou em ceder suas duas aeronaves, com capacidade de 30 passageiros cada uma. O presidente abriu mão das aeronaves, tendo em vista a situação da Força Aérea”, afirmou Fernando Azevedo em coletiva de imprensa.
Para embarcarem no voo de repatriação, os brasileiros precisam assinar um documento em que o governo lista 13 pontos. O texto informa que o cidadão ficará confinado em um quarto individual e que deverá permitir aferição de dados vitais três vezes ao dia. Indivíduos da mesma família podem ficar em quartos compartilhados, se houver disponibilidade.
Além disso, o documento deixa claro que não haverá direito a visitas no período de quarentena. Também não haverá viagem de retorno à China paga pelo governo brasileiro. O texto diz também que, se na chegada de Wuhan, a equipe médica responsável identificar qualquer sintoma sugestivo de infecção por coronavírus em algum dos brasileiros, essa pessoa não será repatriada.
Tramitação
Relatora do projeto de lei sobre regras para o combate ao avanço do coronavírus no Brasil, a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania) disse nesta terça-feira, 3, que não irá propor mudanças ao texto apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro. A ideia, segundo ela, é apresentar um requerimento de urgência para votar ainda hoje o texto no plenário da Câmara dos Deputados.
“Nossa intenção é aprovar o texto do Executivo. Estamos discutindo uma emergência sanitária que exige de nós celeridade”, afirmou ao Estado a deputada, que presidente a Frente Parlamentar Mista da Saúde.
O governo federal enviou nesta terça, 4, ao Congresso Nacional proposta que prevê medidas sanitárias para enfrentar a “emergência de saúde” decorrente da epidemia de coronavírus. O texto prevê regras sobre isolamento e a quarentena. Também permite a realização compulsória de exames em pacientes suspeitos, além de prever a “restrição excepcional e temporária de entrada e saída do País por rodovias, portos ou aeroportos”.
por terra
O secretário de Saúde do Estado da Paraíba, Geraldo Medeiros, concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (31) para detalhar o plano de ação que será adotado em possíveis casos suspeitos de Coronavírus. Ao todo, o Estado da Paraíba terá 25 leitos disponibilizados para atender casos suspeitos de Coronavírus em três hospitais.
Estes leitos, tanto na enfermaria quanto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) serão isolados dos demais leitos nos três hospitais designados para receber os pacientes.
Os hospitais de referência para tratar possíveis casos de Coronavírus na Paraíba são o Complexo Hospitalar Clementino Fraga, em João Pessoa, o Hospital Universitário Lauro Wanderley, também na capital, e Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande.
Em Campina Grande, serão disponibilizados dois leitos de enfermaria e um de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No Hospital Universitário de João Pessoa serão três leitos de enfermaria e um na UTI infantil. Já o Complexo Hospitalar Clementino Fraga, terá o maior número de leitos disponíveis, chegando ao total de 18 na enfermaria. O HU de João Pessoa receberá somente casos infantis.
Geraldo Medeiros ressaltou que é necessária transparência nesse momento. “É uma pandemia que já se estabeleceu em 20 países, quatro continentes e é esperado que as autoridades sanitárias montem todo esse esquema de preparo, alerta aos profissionais de saúde”, comentou o secretário de Saúde.
Questionado, o secretário de Saúde ainda afirmou que considera que “os leitos, dentro de um contexto de 4 milhões e 100 mil pessoas, achamos que os leitos disponíveis são suficientes”.
Os sintomas do novo Coronavírus são febre, tosse e desconforto respiratório. A Secretaria de Saúde alerta que não é necessário procurar atendimento só por sintomas de gripe. O atendimento médico deve ser buscado se, além dos sintomas, tiver havido contato com algum caso suspeito ou com pessoas oriundas da China em até 16 dias, que é o tempo máximo de incubação do vírus.
O monitoramento no Porto de Cabedelo e no Aeroporto Castro Pinto, na Região Metropolitana de João Pessoa será intensificado, de acordo com a equipe da Secretaria de Saúde. Além disso, serão feitas capacitações dos profissionais de saúde que lidam diretamente com o diagnóstico dos pacientes.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira, 30, emergência de saúde pública internacional em decorrência do surto da nova mutação do coronavírus (2019-nCoV), primeiro reportada na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019.
“Não sabemos que tipo de dano esse vírus poderia causar se se espalhar em um país com um sistema de saúde mais fraco, e que esteja mal preparado para lidar [com o surto do 2019-nCoV]. Temos que agir agora”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.
Adhanom ressaltou que o principal motivo para a declaração de emergência internacional não é a transmissão do novo coronavírus dentro do território chinês, mas sim o que “está ocorrendo em outros países”.
Nesta quinta, os Estados Unidos confirmou o primeiro caso de transmissão do 2019-nCoV entre pessoas em solo americano. Alemanha, Japão e Vietnã já haviam confirmado casos de transmissão.
Considerando os casos “importados”, que envolvem pacientes contaminados na China, pelo menos outros 14 países confirmaram casos do 2019-nCoV: Coreia do Sul, Singapura, Austrália, Malásia, Camboja, Filipinas, Tailândia, Nepal, Sri Lanka, Índia, Canadá, França, Finlândia e Emirados Árabes Unidos.
Ao todo, são mais de 80 pacientes fora da China sendo tratados em isolamento, de acordo com relatório da OMS publicado nesta quinta.
O Brasil segue com 9 casos suspeitos de infecção, mas nenhum ainda confirmado.
Autoridades chinesas informam que até o momento, 132 pessoas morreram em decorrência do surto de coronavírus. O número de infecções confirmadas já chega a 5.974, com mais de mil pessoas em estado grave.
A situação parece estar piorando cada vez mais no epicentro do surto, a cidade de Wuhan, que foi isolada. Autoridades da região dizem que hospitais estão lotados, com milhares de pacientes.
Cientistas estão correndo contra o tempo para encontrar um medicamento. Autoridades sanitárias em Pequim planejam tratar pacientes com dois remédios utilizados no combate à aids. Médicos chineses afirmam, em uma publicação britânica, que esses medicamentos tiveram sucesso no combate a outro coronavírus, a Sars, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Especialistas da área de saúde alertam que crianças também estão suscetíveis à contaminação. A declaração surge após rumores que se espalharam na internet de que pessoas mais jovens poderiam não ser vulneráveis. Casos já foram confirmados entre crianças e um bebê de nove meses.
Mais de 80 casos, em 17 países e territórios, já foram confirmados. Possíveis contágios entre pessoas foram detectados no Vietnã, em Taiwan, no Japão e na Alemanha.
Combate ao coronavírus
O presidente chinês, Xi Jinping, confirmou que seu país vai trabalhar ao lado da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a disseminação da nova variante do coronavírus.
Nessa terça-feira (28), Xi Jinping se reuniu com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Pequim. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China, o presidente disse que seu país está lutando contra a propagação do novo coronavírus e que está confiante sobre a capacidade de superar a infecção. Ele também teria dito que a China irá garantir transparência com relação às informações divulgadas nacional e internacionalmente.
Tedros manifestou apoio às medidas tomadas pelo governo chinês. Afirmou que a OMS está pronta para fornecer o apoio que Pequim precisar.
Ao fim da reunião de emergência realizada na última quinta-feira (23), a OMS concluiu que, no momento, o vírus não constitui “emergência de saúde pública de preocupação internacional”. No entanto, a organização declarou que pretende convocar nova reunião para avaliar a situação.
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires; as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) – de gestão estadual – de Guarabira, Santa Rita e Princesa Isabel e o Centro Especializado em Reabilitação (CER), de Sousa, estão sob a gestão direta da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a partir desta segunda-feira (27), após o fim do contrato com as organizações sociais que administravam as unidades. A população paraibana continuará sendo atendida normalmente.
As unidades de saúde passam a ser administradas pelo Governo do Estado e os profissionais serão contratados, provisoriamente, por excepcional interesse público, até que a Fundação PB Saúde passe a administrar tais serviços.
O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, explica que “a criação da Fundação passará pela apreciação da Assembleia Legislativa tão logo retome os trabalhos legislativos e, caso seja aprovada, assumirá gradativamente as unidades hospitalares”.
O Governo já encerrou o contrato com Organização Social para administrar o Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena e Hospital Geral de Mamanguape desde o dia 28 de dezembro de 2019 e, no próximo dia 22 de fevereiro, será encerrado o último contrato de organização social vigente no Complexo Hospitalar Janduhy Carneiro, em Patos.
Revista Fórum
No início, Vitória Araújo sentia apenas cansaço. Depois percebeu que a gengiva estava sangrando. Fez exames em um dia e, no outro, desmaiou em casa. Em seguida, veio o diagnóstico: leucemia, com apenas 16 anos. Para acolher a adolescente, que recebeu a notícia tão cedo, toda a família de Vitória raspou o cabelo junto com ela.
“Eu agi naturalmente, nem parecia que estava recebendo aquela notícia, todo mundo ficou surpreso com minha reação. É assim que encaro a vida”, disse Vitória.
Assim que recebeu o diagnóstico, Vitória não voltou mais para casa. Ficou internada quatro meses no hospital e reagiu muito bem ao diagnóstico. Mas teve um apoio incondicional das cinco irmã.
“Elas ficaram comigo o tempo todo no hospital, desde os primeiros exames já estavam comigo, até hoje”, declarou Vitória.
Família se uniu após diagnóstico de leucemia em Vitória, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoFamília se uniu após diagnóstico de leucemia em Vitória, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Família se uniu após diagnóstico de leucemia em Vitória, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Depois de quase seis meses de tratamento, os cabelos de vitória começaram a cair. Na semana passada, ela pediu para a irmã mais velha raspar todo o cabelo de uma vez. Três dias depois, a surpresa: a irmã gêmea de Vitória apareceu em casa de cabelo raspado. As outras irmãs se empolgaram e fizeram o mesmo.
A tia também raspou o cabelo. E, por último, a mãe também entrou nessa rede de solidariedade com a filha. “Foi muito divertido, o processo principalmente. Fizemos vários cortes da moda para nos divertir”, disse Adriana Aráujo, irmã de Vitória.
Adriana assumiu a tesoura e durante os cortes foram muitas brincadeiras. Ficar careca foi divertido. A surpresa das irmãs para Vitória, no entanto, não surpreendeu a mãe, Vanda Maria, que já esperava essa atitude das filhas. “Porque conheço elas, já sabia. São sempre unidas”, ressaltou.
Todo o processo de tratamento da irmã está sendo encarado com muita leveza. “Isso para mim é um orgulho, ver uma família tão unida”, disse Enéas José, pai de Vitória. O lema da família agora está claro: uma por todas, todas por uma.