Em 2019 foram investidos R$ 1,3 bilhão para compra de medicamento no tratamento de hemorragias causadas pela hemofilia. Em 2020, o SUS passa a ofertar emicizumabe como nova opção de tratamento
No dia 4 de janeiro é comemorado o Dia do Hemofílico no Brasil. A data tem como objetivo conscientizar a população brasileira sobre essa doença rara. Atualmente, existem 12.983 pacientes com hemofilia A e B cadastrados no Brasil. De acordo com dados da World Federation of Hemophilia, esta é a quarta maior população mundial de pacientes com a doença. No Brasil, o tratamento das hemofilias é realizado praticamente de forma exclusiva pelo SUS, que oferece uma linha de cuidado para tratamento e prevenção de complicações em diversas modalidades a todos os pacientes brasileiros acometidos pela doença.
O Ministério da Saúde garante aos portadores da hemofilia o medicamento Fator VIII Recombinante, direcionado ao tratamento da hemofilia A tipo mais predominante no país. Em 2019, a pasta adquiriu 720 milhões de unidades de medicamentos previstos no tratamento de doenças hemorrágicas hereditárias a um custo de R$ 1,3 bilhão. Os medicamentos compõem a linha de cuidado para tratar a doença e prevenir suas complicações.
Uma rede de 32 hemocentros em todas as regiões do país conta com o sistema Hemovida, que dispõe de uma base nacional para o cadastro de pacientes, inserção de dados clínicos, informações sobre o tratamento, registro de aplicações, além do controle de estoque de medicamentos.
NOVO TRATAMENTO PARA HEMOFILIA
Uma das grandes conquistas de 2019 para pacientes hemofílicos foi a incorporação do medicamento Hemcibra® (emicizumabe) para o tratamento de indivíduos com hemofilia A e inibidores ao Fator VIII refratários ao tratamento de imunotolerância. A incorporação ocorreu após recomendação publicada em relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único em Saúde (CONITEC) sobre essa tecnologia.
Após publicação da portaria de incorporação, que ocorreu em novembro, o SUS tem até 180 dias para ofertar o tratamento. A incorporação de emicizumabe amplia as opções de tratamento para pessoas que convivem com a hemofilia, proporcionando qualidade e de vida e a possibilidade de viverem novas experiências.
Além do novo tratamento, diversas iniciativas foram realizadas nos últimos anos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, como: ações de incremento ao diagnóstico, monitoramento e avaliação, vigilância epidemiológica, tratamento domiciliar, profilaxia para hemofilia grave, tratamento de imunotolerância para pacientes que desenvolveram aloanticorpos contra o fator infundido, dentre outras. Com a estratégia das profilaxias adotadas pelo Brasil verificou-se uma queda dos episódios de sangramento espontâneos, por volta de 10% ao ano.
O QUE É HEMOFILIA?
As hemofilias são distúrbios genéticos e hereditários que acometem quase que exclusivamente os homens. Elas comprometem a capacidade do corpo de coagular o sangue, tão necessária para interromper as hemorragias. Isso acontece quando há ausência de proteínas, substâncias que, dentre inúmeras funções, ajudam na coagulação. Quando uma pessoa corta alguma parte do corpo e começa a sangrar, são as proteínas que entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação. As pessoas portadoras de hemofilia, não possuem essas proteínas e sangram mais.
A hemofilia do tipo A, por exemplo, decorre da falta do Fator VIII da coagulação e acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos. A hemofilia do tipo B decorre da falta do Fator IX da coagulação e acomete 1 a cada 50 mil homens nascidos vivos.
A hemofilia ainda não tem cura e seu tratamento é feito através da reposição do fator de coagulação deficiente, através da infusão endovenosa dos concentrados de fator deficiente (VIII, na hemofilia A ou IX, na hemofilia B), que tem como objetivo prevenir e tratar as hemorragias.
Por Roberto Chamorro e Amanda Mendes, da Agência Saúde
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Tumores localizados
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) cerca de 1000 homens têm o pênis amputado parcial ou totalmente todos os anos. O motivo? Em sua maioria, falta de higienização adequada nessa região do corpo.
Isso porque a limpeza correta da genitália evita infecções causadas por fungos e bactérias, diminuindo os chances do desenvolvimento de câncer peniano. “A higienização diminui as chances do homem obter HPV [papilomavírus humano], vírus sabidamente relacionado ao desenvolvimento da doença”, afirma Alexandre César Santos, membro da SBU-SP, à GALILEU.
Por isso é essencial que o homem limpe a região com sabonete e água abundantes, removendo todas as secreções — principalmente as que ficam nas dobras na região do prepúcio. A secagem correta da região também é essencial, ou seja, usar uma toalha úmida para enxugar o pênis muitas vezes não resolve, é preciso utilizar uma seca ou papel higiênico.
Em relação aos pêlos, Santos afirma que podem ser aparados, mas não devem ser removidos totalmente. “Eles têm a função natural de manter a pele úmida e ajudar algumas glândulas que ajudam na hidratação local. Sua remoção pode resultar em abcessos ou foliculite”, diz o especialista.
O médico da Sociedade Brasileira de Urologia também conta que a questão socioeconômica está relacionada com a maior incidência de casos de câncer peniano no país: cerca de 2% da população. Mas não é só isso, “muitas vezes por vergonha ou medo o homem não busca o médico, o que é grave, pois a doença pode se agravar e atingir camadas mais profundas do órgão”.
Por isso, Santos lembra que é essencial buscar um profissional ao menor sinal de problema. Os homens precisam ficar de olho na aparição de manchas, verrugas, úlceras e feridas: “Quanto antes for diagnosticado, maiores são as chances de sucesso no tratamento e da não remoção do pênis”.
Homens trans
Homens transsexuais que já passaram pela cirurgia de mudança de sexo também têm chances de desenvolver câncer peniano. Por isso, essa parcela da população também deve se manter alerta aos sintomas. “Se houve contaminação por HPV ou verruga genital antes da cirurgia, a possibilidade do aparecimento do câncer crescem”, relata Santos.
Entretanto, por conta do procedimento cirúrgico, muitas vezes os homens trans têm de ser diagnosticados por ginecologistas, já que a mudança de sexo conta com sistemas da genitália feminina.
Moradores de partes da Ásia, África e Austrália assistiram nesta quinta-feira (26) a um eclipse solar anular, quando Terra, Lua e Sol se alinham, mas a posição e a distância entre os astros criam um “anel de fogo”.
O evento astronômico pode ser visto em sua totalidade em regiões específicas dos seguintes países: Índia, Sri Lanka, Cingapura, Malásia, Brunei, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Omã, Sumatra e Qatar. Na Austrália e no continente africano, o fenômeno ocorre de forma parcial. Não foi possível acompanhar o fenômeno do Brasil.
Qual é a diferença entre o eclipse solar anular e o solar total?
Em um eclipse solar total, a Terra, a Lua e o Sol se alinham de tal forma e em uma posição tão exata que todo a estrela do nosso sistema é “tampada” da perspectiva da Terra – é possível ver apenas a coroa, a atmosfera do Sol (veja foto do topo). No caso do eclipse solar anular, ainda há um alinhamento entre os três corpos celestes, mas com um distanciamento um pouco maior da Lua em relação ao nosso planeta. O resultado é a formação de um “anel de fogo” no céu.
Quando veremos um eclipse do tipo no Brasil?
O próximo eclipse anular total no Brasil será em 26 de janeiro de 2028. Estados da região Norte poderão assistir a versão total, enquanto a versão parcial será vista em todo o país.
Quando teremos outro eclipse solar anular no planeta?
Em 21 de junho de 2020. Ele será visível também em países da Ásia, África e parte da Europa.
VÍDEOS SOBRE ECLIPSE
Em setembro, a Nasa divulgou uma foto de um eclipse solar em Júpiter. Confira no vídeo de arquivo abaixo:
Após denúncias de mães que estariam tendo que pagar para vacinar seus bebês por falta da vacina pentavalente nos postos de saúde da Paraíba (ver matéria aqui), o Portal ClickPB procurou o Ministério da Saúde, o mesmo disse que não existe previsão de retomada do repasse das vacinas e alegou complicações com os fornecedores. Ainda informou que mais de 88 mil vacinas são destinadas ao estado da Paraíba. A última remessa da pasta foi feita em outubro, com o envio 885 mil doses para todo o país e 14 mil para a Paraíba.
Confira a nota enviada pelo órgão ao Portal ClickPB:
NOTA
“O Ministério da Saúde informa que distribuiu mais de 4,7 milhões de doses da vacina pentavalente aos estados de todo o país neste ano, sendo mais de 88 mil para o estado da Paraíba. A última remessa da pasta foi feita em outubro, com o envio 885 mil doses para todo o país e 14 mil para a Paraíba. Em novembro, não foi possível realizar o envio, pois a carga que chegou ao Brasil está aguardando parecer da OPAS para posterior liberação da Anvisa. Tão logo essas doses sejam liberadas para uso, serão distribuídas aos Estados.
A remessa de vacina pentavalente, adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise do Ministério da Saúde. Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pré-qualifica os laboratórios.
A pasta solicitou a reposição do fornecimento à OPAS. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo e ela não é fabricada no Brasil. Foi feita nova aquisição de 6,6 milhões de doses e essas vacinas começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde fará busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade, entre os meses de agosto e novembro, para vaciná-las.
A distribuição de todas as vacinas nos municípios é de competência das Secretarias de Saúde dos Estados. Os pais que por ventura não conseguiram vacinar seus filhos devem procurar as salas de vacinação nos municípios e programarem a vacinação das crianças, conforme o cronograma de imunização. O funcionamento das salas de vacinação é responsabilidade dos municípios.”
Começa a valer a partir desta quarta-feira (11) uma nova lei que determina a realização do teste de triagem neonatal a todas as crianças nascidas nas unidades de saúde da rede pública da Paraíba. O governador João Azevêdo sancionou a lei de autoria do deputado estadual Jeová Campos. O texto da matéria foi publicado na edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial do Estado.
O teste de triagem neonatal será aplicado com o objetivo de tornar possível o diagnóstico precoce de dez moléstias. Segundo a lei, poderão ser diagnosticados os problemas de fenilcetonúria e outras aminoacidopatias; hipotireoidismo congênito; hiperplasia adrenal; galactosemia; deficiência de biotinidase; toxoplasmose congênita; deficiência de G6PD; fibrose cística; anemia falciforme e outras hemoglobinopatias; leucinose.
Ainda de acordo com o texto da nova lei, “o teste de triagem neonatal será sempre aplicado na alta hospitalar, independentemente das condições de saúde do recém-nascido”. Além disso, os resultados do teste deverão ser encaminhados aos pais ou responsáveis no prazo de até 15 dias a partir da coleta. As despesas decorrentes da aplicação da lei ficarão a cargo das dotações consignadas no orçamento do Estado da Paraíba.

A quantidade de energia de um alimento ou bebida é medida em calorias e essa informação está contida na embalagem, com base em uma ingestão diária de 2.000 calorias. No entanto, é difícil para o consumidor conseguir quantificar de fato o que aquela quantidade de calorias significa, na prática. Por exemplo: dois pedaços de pizza têm cerca de 449 calorias e uma lata de refrigerante, 138. Mas, na prática, o que isso significa?
Basicamente, você precisaria andar 83 minutos ou correr 43 minutos para queimar as calorias da pizza e correr 13 minutos ou andar 26 minutos para queimar uma latinha de refrigerante. De acordo com pesquisadores da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, a disponibilização desse tipo de informação na embalagem dos alimentos ajuda as pessoas a fazerem escolhas alimentares mais conscientes e caírem menos em tentação. O que, por sua vez, serviria como um incentivo a hábitos alimentares mais saudáveis para combater a obesidade.
“Quando um consumidor vê um símbolo visual que indica que levará 4 horas para queimar uma pizza e apenas 15 minutos para queimar uma salada, isso em teoria deve criar uma conscientização sobre o ‘custo de energia’ dos alimentos/bebidas”, escreveram os autores
No estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Epidemiology and Community Health, os pesquisadores analisaram 15 estudos entre ensaios clínicos e estudos experimentais sobre os efeitos da rotulagem de alimentos pelo método PACE (sigla para physical activity calorie equivalent ou equivalente de calorias em atividade física, em tradução livre) na seleção, compra ou consumo de alimentos e bebidas.
Os resultados mostraram que a rotulagem de alimentos PACE pode reduzir o número de quilocalorias selecionadas nos menus e diminuir o número de quilocalorias / gramas de alimentos consumidos pelo público, em comparação com outros tipos de rotulagem ou sem rotulagem.
Excesso de calorias
A obesidade é um dos principais contribuintes para muitas doenças crônicas relacionadas à nutrição, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer. O sobrepeso e a obesidade acontecem quando uma pessoa ingere mais calorias do que queima. Esse excesso de calorias, mesmo que um pouco a cada dia, é armazenado no corpo como gordura e provoca o aumento de peso com o passar do tempo.