Por que estudar o uso do tocilizumabe para Covid-19? A identificação de que casos graves de Covid-19 parecem estar associados a estados inflamatórios exacerbados levou à hipótese de que drogas com atividade imunomoduladora ou anti-inflamatória poderiam ter algum papel na terapia da doença.
Estudos têm demonstrado que pacientes que desenvolvem quadros graves de Covid-19 apresentam marcadores inflamatórios elevados quando comparados com pacientes com quadros leves e moderados. Um marcador que têm chamado atenção é a IL-6, cujos níveis elevados têm sido associados a pior prognóstico.
A IL-6 é uma citocina secretada por macrófagos, monócitos e neutrófilos envolvida na resposta inflamatória, promovendo diferenciação de células B e T, produção de proteínas de fase aguda e ativação de osteoclastos. Níveis elevados de IL-6 são uma das características principais das tempestades de citocinas e da síndrome de liberação de citocinas, situações clínicas em que marcada elevação de resposta inflamatória e alto risco de desenvolvimento de dano orgânico. Além disso, estudos em humanos e animais sugerem que a elevação de IL-6 está associada a estados de hipercoagulabilidade, também presentes em casos graves de infecção por SARS-CoV-2.
Tocilizumabe (Actemra®/RoActemra®) é um anticorpo monoclonal humanizado com ação na IL-6 solúvel e no sítio de ação do receptor de IL-6 localizado na membrana das células-alvo, bloqueando a formação do complexo transmembrana ativo formado em associação com a proteína gp130. Também é capaz de bloquear a trans-sinalização mediada pela IL-6, associada aos efeitos pró-inflamatórios dessa citocina.
Atualmente, tocilizumabe tem aprovação para uso no tratamento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide refratária e artrite idiopática juvenil, e de síndrome de liberação de citocinas secundária ao uso de algumas imunoterapias. Entretanto, sua ação nas vias inflamatórias mediadas pela IL-6 motivou a investigação de seu potencial terapêutico em casos graves de Covid-19.
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Tocilizumabe para Covid-19
As evidências em relação ao tocilizumabe até o momento são mistas, com alguns trabalhos e relatos de caso demonstrando benefício, enquanto outros não mostraram diferenças em mortalidade e outros desfechos.
Cortegiani et al. realizaram uma revisão sistemática que incluiu 31 estudos revisados e não revisados por pares, sendo 3 estudos pré-clínicos. Relatos de caso, séries de casos e revisões foram excluídos. Os estudos pré-clínicos mostraram evidências indiretas de possível benefício com o uso de tocilizumabe.
Em um modelo de sepse em uma linhagem de células humanas, tocilizumabe reduziu a expressão de TNF e IL-10, reduziu a ativação de inflamassomas e inibiu a atividade fagocítica de monócitos. Em um modelo animal de infecção por Influenza A, ratos tratados com tocilizumabe apresentaram redução em fraqueza de musculatura esquelética.
Em outro estudo com modelo animal de lesão pulmonar e renal agudas induzidas por sepse, tocilizumabe esteve associado com menor mortalidade e normalização dos valores de IL-6.
Os 28 estudos clínicos encontrados na revisão representaram um total de 5776 pacientes, mas somente uma minoria foi tratada com tocilizumabe. Nessa revisão nenhum ensaio clínico randomizado foi identificado. Os estudos encontrados eram heterogêneos em relação à metodologia (13 dos 28 não possuíam grupo para comparação) e posologia.
m um estudo não revisado por pares, os autores encontraram que, para cada dia de atraso na administração de tocilizumabe, as chances de necessidade de VM aumentavam de forma independente em 21% (IC 95% = 1,08 – 1,38; p = 0,002). Por outro lado, o risco de eventos adversos chamou a atenção do grupo que coordenou a revisão, com seis entre os 15 estudos com um grupo comparador demonstrando maior risco de infecção bacteriana secundária no grupo que recebeu a droga. Hepatotoxicidade, neutropenia, trombocitopenia e perfuração intestinal também foram descritos.
Outra revisão sistemática realizada por Alzghari e Acuña incluiu somente ensaios clínicos controlados, estudos prospectivos, análises retrospectivas, relatos ou séries de casos que apresentassem achados clínicos no início da doença. A pesquisa na literatura encontrou 6 artigos, sendo 2 análises retrospectivas e 4 relatos de caso.
Em uma das coortes, composta por 15 pacientes chineses, 47% dos pacientes estava criticamente doente, 40% tinham doença grave e 13% tinham doença moderada. A mortalidade encontrada foi de 20%, enquanto os 80% restante da população permaneciam hospitalizados no momento da publicação.
No outro estudo retrospectivo, composto por dados de 21 pacientes chineses, 19% dos participantes estavam criticamente doentes e 81% estavam gravemente doentes. No momento da publicação, nenhuma morte havia sido relatada, 10% dos pacientes ainda estavam hospitalizados e 90% haviam recebido alta.
Importante destacar que a maioria dos pacientes também recebeu outra forma de terapia, como corticoides e antivirais.
Em relação aos relatos de casos, dois receberam tocilizumabe no momento do diagnóstico de Covid-19 e 1 recebia a droga já há 3 anos e desenvolveu um caso leve de COVID-19. Todos os pacientes estavam vivos no momento da publicação e 75% das publicações reportaram recuperação da infecção.
Lan et al. publicaram uma revisão sistemática com meta-análise sobre o assunto, contando com dados de 592 pacientes, dos quais 240 receberam tocilizumabe. Estudos sem grupo comparador, que não apresentavam desfechos clínicos, estudos farmacocinéticos ou in vivo ou relatos de casos foram excluídos da pesquisa.
A análise combinada dos estudos incluídos mostrou uma taxa de mortalidade por todas as causas de 16,3% no grupo que recebeu tocilizumabe e de 24,1% no grupo controle, uma diferença que não alcançou diferença estatística (RR = 0,62; IC 95% = 0,31 – 1,22). Os resultados permaneceram após análise de sensibilidade.
Também não houve diferença no risco de admissão em CTI (35,1% no grupo que recebeu tocilizumabe vs. 15,8% no grupo controle; RR = 1,51; IC 95% = 0,33 – 6,78) e de necessidade de VM (32,4% no grupo do tocilizumabe vs. 28,6% no grupo controle; RR = 0,82; IC 95% = 0,14 – 4,94).
A campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos teve início em Guarabira, na última segunda-feira direcionada às comunidades rurais do munícipio. A partir desta segunda-feira (28) a ação prossegue, desta vez, na Zona Urbana; conforme informações do coordenador de Vigilância Ambiental, Diego Clenio Januário, da Secretaria de Saúde do município.
Ainda, segundo o coordenador, Bombeiros Civis auxiliarão os vacinadores em cada ponto fixo de vacinação na cidade, numa forma de cumprir o que estabelece as orientações sanitárias devido a pandemia do coronavirus.
Clique nos links abaixo e confira o cronograma e pontos fixos de vacinação antirrábica canina e felina na zona urbana do município de Guarabira
Empresário guarabirense do ramo de cosméticos na Paraíba, com distribuidora localizada na cidade de Guarabira, Ari da Bio Extratus está internado no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa, desde a tarde de ontem (23), depois que sofreu um infarto e passou por cirurgia para desobstruir a artéria afetada.
A informação foi confirmada por um de seus funcionários, o senhor Sillas Amorim, auxiliar de contabilidade da empresa.
“Na tarde de ontem, após o almoço, Ari se sentiu mal com fortes dores no braço e irradiando para o peito. Prontamente foi levado para João Pessoa para ser atendido por sua cardiologista Dra. Sandra, chegando ao Hospital Memorial São Francisco e passando por exames ficou constatado o infarto. Ele segue internado e o seu estado de saúde é regular! Pedimos orações e vibrações positivas! Ele é Guerreiro e sairá dessa!!!
Obrigado
Att.
Sillas Amorim – Colaborador da Empresa”
Arioswaldo, ou simplesmente Ari, é filho do ex-vereador de Guarabira, Beco do Açúcar, já falecido. Desde muito cedo começou a trabalhar no comércio, depois passou a revender e instalar antenas parabólicas, passando em seguida ao ramo de cosméticos, ao lado de sua esposa, Karla. Hoje é o representante da Bio Extratus na Paraíba, sendo um dos destaques no Brasil em comercialização da gigante no segmento.
Apaixonado por futebol e torcedor do Clube de Regatas Flamengo, sempre foi um incentivador e colaborador do esporte amador em Guarabira.

O Programa Opera Paraíba, criado pelo Governo do Estado para zerar a fila de cirurgias eletivas, está sendo retomado, segundo informou o secretário Daniel Beltrammi ao ClickPB, nesta terça-feira (22). Ele explicou que os pacientes foram chamados para avaliação.
“O programa está sendo retomado. Pacientes sendo chamados para avaliação para que possamos retomar os procedimentos com a máxima segurança possível ante o contexto da pandemia”, disse Daniel Beltrammi.
O secretário contou ainda que “haverá divulgação em breve do novo cronograma do Opera Paraíba”, pois “novas demandas foram registradas e a produção será ampliada” para atender mais pessoas que precisam de cirurgias.
O governador João Azevêdo lançou, no dia 11 de outubro do ano passado, o Programa Opera Paraíba, que tem como meta a redução das filas de espera por cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS). Com investimentos da ordem de R$ 6 milhões apenas no primeiro ano, o Opera Paraíba tem como meta inicial contemplar mais de 12 mil paraibanos em 36 tipos de cirurgias.
Ao todo, 12 hospitais da Rede Estadual foram incluídos na força-tarefa para a realização dos procedimentos cirúrgicos, que contemplam as especialidades de ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia, proctologia e cirurgia geral. A contrapartida dos municípios consiste na realização dos exames pré-operatórios e no transporte até a unidade hospitalar responsável pelo procedimento cirúrgico.
Os hospitais que integram a força-tarefa são os seguintes: Hospital Regional de Guarabira; Hospital Regional de Picuí; Hospital Regional de Monteiro; Hospital Sinhá Carneiro, em Santa Luzia; Hospital Distrital de Itaporanga; Hospital Regional de Catolé do Rocha; Hospital Regional de Cajazeiras; Hospital Regional de Sousa; Hospital Regional de Itabaiana; Hospital Rui Carneiro, em Pombal; Hospital Geral de Queimadas; Hospital Geral de Taperoá.
ClickPB
Adiretora do Abrigo São Vicente de Paulo de Guarabira, mais conhecida como Silvia, faleceu na noite deste domingo (20), vítima do Novo coronavírus.
A notícia do falecimento da mesma já é um dos assuntos mais abordados nas redes sociais no momento.
Silvia estava internada há pelo menos 30 dias no Hospital Metropolitano de Santa Rita, na Grande João Pessoa, e seu estado era grave. Devido às más condições respiratórias, ela precisou ser levada para uma UTI, onde vinha sendo mantida intubada.
Ela residiu por muitos anos no Bairro Santa Terezinha, mas atualmente morava no Centro da cidade. Atualmente estava na direção do abrigo que cuida de idosos na cidade.
Ainda não temos informações a respeito do sepultamento. Apenas que deverá seguir todos os procedimentos adotados para pacientes do Covid-19.
folhadobrejo
Shimeny, que é enfermeira, contou que sempre sonhou em ser mãe. “Para engravidar do meu primeiro filho, eu tive que fazer a indução de ovulação. Desta segunda vez, também foi assim. Esperava, inclusive, que fossem dois, mas quatro crianças de uma só vez foi uma surpresa”, disse. Ela conta que passou por algumas dificuldades na gestão e precisou ser internada. “Quando estava com 25 semanas, comecei a ter contrações. Era Ester, apressadinha, querendo nascer. Foi então que a minha médica decidiu que eu teria que ficar internada até o final da gestação, assim seria mais seguro para mim e para as crianças”, contou.
Para o parto, foram mobilizados pelo menos 12 profissionais, sendo duas obstetras e quatro pediatras. Karina Azevedo, obstetra da paciente, afirmou que a mãe está muito bem. “Foi um desafio, mas também gratificante participar desse momento com a família. Conseguimos sanar todas as intercorrências de uma gestação como a dela. Chegar às 30 semanas foi muito importante e só conseguimos isso pelo auxílio multidisciplinar que ela teve”, declarou.
A mãe deve ter alta hospitalar nesta sexta-feira (18), mas os bebês ainda precisarão passar algum tempo internados. Para a idade gestacional e por serem quadrigêmeos, o estado de saúde deles é considerado favorável.
Referência em procedimentos de alta complexidade
O Hospital Alberto Urquiza Wanderley tem dois certificados de qualidade – a Acreditação Internacional Qmentum e a Acreditação com Excelência (o mais alto nível nacional – que atestam a segurança oferecida aos pacientes. “Nós seguimos todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde para sermos um local seguro, mesmo diante de uma pandemia. Além disso, contamos com uma equipe médica e multidisciplinar capacitada”, comentou o ginecologista e coordenador médico da maternidade do hospital, Marcelo Tissiani.
Este não é o primeiro caso de gestação com mais de três crianças que o Alberto Urquiza recebe. Em 2003, nasceram quíntuplos, um caso raro na medicina em todo o mundo.
Do Portal Correio
A Paraíba registrou 777 novos casos de Covid-19 e 11 óbitos confirmados desde a última atualização, 03 deles ocorridos nas últimas 24h. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (17), 115.359 pessoas já contraíram a doença, 88.042 já se recuperaram e 2.670, infelizmente, faleceram. Até o momento, 347.325 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.
- Casos Confirmados: 115.359
- Casos Descartados: 152.133
- Óbitos confirmados: 2.670
- Casos recuperados: 88.042
- Total de municípios: 223
A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 38%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 34%. Em Campina Grande estão ocupados 44% dos leitos de UTI adulto e no sertão 43% dos leitos de UTI para adultos.
Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos.
A diferença de casos de ontem para hoje é de 777, nos quais 10 municípios concentram 489 casos, o que representa 62,9% dos casos em toda a Paraíba.
São eles:
- João Pessoa, com 153 novos casos, totalizando 28765;
- São Bento, com 80 novos casos, totalizando 2660;
- Campina Grande, com 64 novos casos, totalizando 12710;
- Itaporanga, com 62 novos casos, totalizando 648;
- Alagoa Grande, com 30 novos casos, totalizando 1313;
- Belém do Brejo do Cruz, com 23 novos casos, totalizando 120;
- Cabedelo, com 19 novos casos, totalizando 2923;
- Cajazeiras, com 19 novos casos, totalizando 1836;
- Guarabira, com 19 novos casos, totalizando 4409;
- Patos, com 19 novos casos, totalizando 4049.
*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 17/09, sujeitos a alteração por parte dos municípios.
Até hoje, 165 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 11 óbitos registrados nesta quinta ocorreram em hospitais públicos entre 18 de julho e 16 de setembro, 03 deles nas últimas 24 horas, entre residentes de 09 municípios. Os pacientes tinham idade entre 45 e 90 anos, 04 deles tinham menos de 65 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais frequente.
Pacientes
Homem, 80 anos, residente em Barra de São Miguel. Portador de cardiopatia. Início dos sintomas em 06/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/09/2020.
Homem, 63 anos, residente em Mamanguape. Hipertenso, diabético, cardiopata, portador de doença neurológica e de doença renal. Início dos sintomas em 20/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/09/2020.
Mulher, 79 anos, residente em Olho d’Água. Portadora de doença respiratória. Início dos sintomas em 04/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/09/2020.
Mulher, 55 anos, residente em Boa Ventura. Portadora de doença hematológica. Início dos sintomas em 01/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 15/09/2020.
Mulher, 75 anos, residente em Guarabira. Hipertensa, diabética e portadora de doença renal. Início dos sintomas em 29/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 15/09/2020.
Mulher, 90 anos, residente em Santa Rita. Cardiopata e portadora de doença respiratória. Início dos sintomas em 20/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 15/09/2020.
Mulher, 75 anos, residente em Campina Grande. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 02/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 14/09/2020.
Homem, 45 anos, residente em Campina Grande. Portador de doença renal e neoplasia. Início dos sintomas em 06/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 13/09/2020.
Mulher, 72 anos, residente em Campina Grande. Portadora de cardiopatia. Início dos sintomas em 08/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 11/09/2020.
Mulher, 73 anos, residente em Cuité. Diabética. Início dos sintomas em 02/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 10/09/2020.
Homem, 64 anos, residente em João Pessoa. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 27/06/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 18/07/2020.
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) confirmou nesta segunda-feira (14) a primeira morte causada pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). A doença afeta crianças e adolescentes, pode estar associada à Covid-19 e tem possibilidade de levar à morte.
Entre os casos notificados na Paraíba, seis estão em João Pessoa, sendo um confirmado, dois descartados e três em investigação. Em Cruz do Espírito Santo, na região metropolitana, o único caso confirmado evoluiu para óbito.
Conforme a SES, há casos confirmados ainda em Sapé (1), Mamanguape (1), Santa Rita (1), Mari (1) e Baía da Traição (1). Um caso foi descartado no município de Itabaiana.
SIM-P
Em comunicado publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a entidade diz que desde abril foram relatados casos de uma síndrome rara grave em crianças e adolescentes, temporalmente associada à Covid-19, inicialmente na Europa e América do Norte e mais recentemente em vários países da América Latina.
As crianças e adolescentes que manifestam a SIM-P são habitualmente saudáveis, mas podem apresentar alguma doença crônica preexistente, particularmente doenças imunossupressoras.
Entre os sintomas mais comuns dessa síndrome estão febre elevada e persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e comprometimento respiratório, associado a marcadores de inflamação elevados e evidência de Covid-19.
Notificação
A SES divulgou, no dia 10 de agosto, uma Nota Técnica alertando profissionais de saúde e secretarias municipais de saúde sobre a ocorrência e notificação imediata obrigatória da SIM-P, que é essencial para que se possa caracterizar o perfil da doença no país “em pessoa, tempo e lugar”, afirma o documento.
A notificação deve ser feita, por meio de formulário de notificação do SUS disponível neste link, e enviadas demais informações necessárias ao e-mail simpcovid.pb@gmail.com. As notificações devem ser realizadas em 24h e a amostra laboratorial encaminhada ao Lacen-PB.
Questionada sobre o que a população deve fazer caso haja manifestação dos sintomas, a SES, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a doença pode se manifestar em pacientes graves, que nesta ocasião já estarão hospitalizados. Mas, caso algum sintoma característico seja demonstrado, o Hospital Arlinda Marques e o Hospital Municipal do Valentina, ambos na Capital, são instituições de referência para o atendimento dos pacientes com suspeita da síndrome.