A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (24) uma operação contra uma rede suspeita de roubar joias ouro, derreter as peças recoloca-las no mercado.
A Operação Ouro Reverso 2 coordenada pelo Deic, o Departamento Estadual de Investigações Criminais, cumpre 35 mandados na capital paulista e em Guarulhos. São 28 de busca e apreensão, quatro de prisão temporária e três de prisão preventiva.
A Justiça também determinou o bloqueio de mais de 34 milhões e 600 mil reais em 13 contas bancárias dos investigados.
Segundo a polícia, o esquema funcionava como uma cadeia. Na primeira etapa, criminosos furtavam ou roubavam alianças e outras joias nas ruas. Depois, intermediários repassavam as peças para comerciantes e receptadores.
O ouro era então derretido e transformado em novas peças, com o objetivo de eliminar sinais que pudessem identificar a origem criminosa do material.
A polícia também investiga um grupo responsável pela lavagem do dinheiro obtido com a venda do ouro. Empresas de fachada e depósitos fracionados seriam utilizados para esconder a origem dos recursos.
A investigação aponta ainda que parte do dinheiro retornava para financiar novos furtos e roubos, formando um ciclo criminoso.
A ação é um desdobramento da primeira fase da Operação Ouro Reverso, realizada em maio do ano passado. Na ocasião, a polícia apreendeu cerca de dois milhões e 700 mil reais em ouro e joias e 157 mil reais em dinheiro.
Agora, a segunda fase busca identificar e atingir outros integrantes da organização, principalmente lojistas, locais usados para derreter o ouro e pessoas envolvidas na movimentação financeira do esquema.


