Com o fim da janela partidária no último sábado, o PSB da Paraíba fechou uma nominata completa de 37 candidatos para a disputa proporcional e passou a projetar a eleição de até quatro deputados estaduais. Entre os nomes que mais chamam atenção na nova composição está o do deputado Eduardo Brito, que deixou o Solidariedade e agora passa a integrar a estratégia do partido liderado por João Azevêdo para manter bancada competitiva na Assembleia Legislativa.
A entrada de Eduardo Brito não é apenas mais uma filiação. É um movimento com peso político, densidade regional e valor eleitoral. Natural de Mamanguape, médico, ex-vereador e ex-prefeito do município, ele carrega uma trajetória consolidada no serviço público e uma história construída com forte presença no Vale do Mamanguape, onde segue como uma das lideranças mais reconhecidas da região. A própria Assembleia registra que sua carreira política começou na Câmara Municipal de Mamanguape e avançou com duas eleições para a prefeitura da cidade.
Politicamente, Eduardo chega ao PSB como um nome que soma mais do que voto: soma capilaridade, experiência administrativa e capacidade de articulação. Em uma eleição proporcional cada vez mais exigente, partidos precisam de quadros que unam base territorial, recall eleitoral e trânsito político. É justamente aí que Eduardo Brito se encaixa. Sua filiação fortalece o PSB não apenas em números, mas na qualidade da chapa, sobretudo em regiões onde o partido precisa manter presença forte e discurso competitivo. Essa leitura é reforçada pelo fato de ele aparecer entre os principais nomes da nominata ao lado de quadros como Chico Mendes, Tibério Limeira, Nelinho Costa, Marinaldo Cardoso, Rayssa Lacerda e Kallyna Dias.
Num cenário em que a montagem das chapas foi marcada por perdas, rearranjos e disputas silenciosas de bastidor, o PSB buscou reagir apostando numa mistura de renovação e lastro político. A chegada de Eduardo Brito ajuda a explicar essa estratégia. Trata-se de um parlamentar com mandato, vivência de gestão e identidade regional, atributos que fazem diferença quando o objetivo é montar uma chapa com potencial real de competitividade. Por isso, sua filiação tem leitura dupla: fortalece o partido por dentro e envia um recado para fora de que o PSB segue vivo, organizado e disposto a brigar por espaço relevante na próxima legislatura.
No fim das contas, Eduardo Brito entra no PSB como uma peça de valor estratégico. Não chega para compor paisagem, mas para disputar voto, ampliar o alcance da legenda e recolocar o Vale do Mamanguape no centro da eleição estadual. Em uma chapa que mira até quatro cadeiras, nomes com história, território e densidade como o dele tendem a pesar e muito no resultado final.


