Hoje, bem que poderíamos comentar sobre as vaidades que recaem sobre alguns protagonistas da política paraibana em relação à escolha do vice para compor com o governador Lucas Ribeiro (PP), as eleições deste ano.
Uma cizânia incessante, cujos interesses pessoais perduram em todas as tratativas, principalmente nas indicações de familiares e aliados para compromissos futuros, ficando o projeto de governo como última opção.
A verdade é que esse assunto está se tornando uma excrescência, algo surreal, em que alguns desses personagens ainda imaginam que a Paraíba é deles, inclusive políticos que jamais imaginariam ocupar a posição que hoje ocupam e, mesmo assim, ficam criando embaraços para que as coisas não andem e ainda ficam com ameaças veladas de rompimento.
Um fato é certo: a Paraíba pertence ao seu povo, e o que se espera é que, nas hostes governistas, haja tranquilidade e maturidade para que seja escolhido o candidato ou candidata que melhor se encaixe na geopolítica e não nas ambições de família de quem se diz representante do povo, mas que não sobrevive sem as “tetas” do governo.
Mas vamos ao que nos interessa no momento, que são os debates que já começaram a acontecer desde a última sexta-feira (7), na TV digital (MRTV e FGTV), e o outro neste domingo.
Em uma avaliação mais profunda, o que se observa de início é que parece haver uma cumplicidade de discurso entre os candidatos de oposição, Cícero Lucena (MDB), e Efraim Filho (PL), onde ambos parecem ter adotado usar os mesmos discursos, sempre de forma uníssona, ou seja, procurando atacar a gestão do atual governador Lucas Ribeiro e todo seu grupo que, segundo eles, há dezesseis anos comandam a Paraíba.
Talvez o que não esperavam foi a forma das respostas dadas pelo governador Lucas Ribeiro, que, de forma surpreendente, sempre educado e eloquente, trouxe à baila suas afirmações sobre sua atuação no governo, defendendo as gestões anteriores e confrontando os seus adversários, que não esperavam tais reações partidas de alguém que ainda jovem, mas que demonstrou muita segurança no que falava, aliada à prática de trabalho que vem sendo desenvolvida pela atual gestão, assim como de seus antecessores que formam o seu mesmo agrupamento político, transmitindo ao telespectador muita segurança e firmeza de quem tem, de forma cabal, o controle de tudo que acontece em torno da governabilidade da Paraíba, reflexo do trabalho que realizou junto com o governador João Azevedo (PSB), pois mostrou que tem conhecimento profundo da atual administração do estado.
Um fato que chamou atenção foi o fato de que Efraim Filho, até antes dos debates, dizia que era a única oposição no estado, mas isso não foi visto nos debates, pelo menos até agora. Pelo contrário, o que se observou de forma nítida foi um entrosamento bem consistente entre ele (Efraim) e Cícero, parecendo até algo estrategicamente combinado.
A prova disso foram as perguntas e as respostas que eram realizadas entre ambos, onde pareciam que era proibido atacar um ao outro, algo bastante constrangedor de quem esperava embates. Isso lá no meu interior, antigamente, se chamava “está livrando” (quando uma pessoa está tirando outra de uma situação de perigo) e tenta prejudicar seu adversário.
Isso nos fez lembrar quando, na eleição de 2022, o então candidato a presidente da República, Padre Kelmon, fazia suas indagações ao então candidato a presidente Jair Bolsonaro, com a intenção de prejudicar o seu adversário, hoje, presidente da República, Lula (PT).


