Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 49,7%. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro do levantamento.
A diferença entre os dois é de 0,6 ponto percentual. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, não é possível afirmar que um dos candidatos tenha vantagem estatisticamente confirmada.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são utilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na contabilização do resultado das eleições. Para vencer o segundo turno, é necessário obter mais da metade dos votos válidos.
Intenção de voto no segundo turno
Na intenção de votos totais, Flávio Bolsonaro registra 46,5%, enquanto Lula soma 45,9%.
Outros 4,7% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Já 2,9% não souberam responder ou preferiram não declarar uma intenção de voto.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa BTG Pactual/Nexus ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em todo o Brasil, entre os dias 16 e 18 de outubro de 2026.
O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.
Como funciona uma pesquisa eleitoral?
As pesquisas eleitorais são um dos principais instrumentos para medir o cenário de uma eleição em determinado momento. No entanto, dúvidas sobre margem de erro, metodologia, mudanças nos números e credibilidade dos institutos ainda são frequentes entre eleitores. Especialistas reforçam que compreender como esses levantamentos são produzidos é essencial para interpretar corretamente os resultados e evitar a disseminação de desinformação.
As regras para o registro e divulgação de pesquisas eleitorais estão previstas na Lei nº 9.504/1997 e na Resolução TSE nº 23.600/2019, atualizada pela Resolução nº 23.747/2026. A legislação determina critérios de transparência, mas não estabelece uma metodologia única para a realização das pesquisas nem obriga os institutos a utilizarem uma base específica para compor suas amostras.
Segundo a Justiça Eleitoral, cada instituto deve informar de forma clara quais fontes utiliza para construir a amostra, especialmente em relação às variáveis de sexo, idade, escolaridade e renda. Na prática, a maioria utiliza os dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE.


