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Notícias | Ciências e Saúde
24.11.2017 - 11h19 | Eldení Alves
Estrabismo pode levar à perda da visão
 
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Conhecido popularmente como ‘olho torto ou vesguice’, o estrabismo é uma alteração que não deixa os olhos ficarem paralelos. Isso acontece porque os músculos, que são comandados pelos nervos do crânio conectados ao sistema nervoso central, não trabalham em conjunto. Como consequência, o indivíduo não consegue focalizar o globo ocular no mesmo ponto e os olhos ficam desalinhados.

De acordo com o médico oftalmologista Dr. José Ernesto Ghedin Servidei, o estrabismo não é apenas um incômodo estético. “O problema é muito maior que um ‘olho torto’ ou o desconforto ao usar o tampão durante o tratamento. Além de levar a outras doenças, como ambliopia, ainda pode causar à perda irreversível da visão no olho estrábico”, explica.

Causado pela diferença de acuidade visual, quando um olho enxerga bem e o outro não, o estrabismo afeta homens e mulheres, sejam adultos ou crianças. “Em alguns casos, aparece por causa da pré-disposição genética logo no nascimento, mas pode ser adquirida ao longo da vida. Por isso, é necessário prestar atenção aos sintomas desde cedo. Emparelhamento, embaçamento e visão dupla são alguns deles. Entortar a cabeça para enxergar melhor, fechar os olhos durante a claridade e piscar constantemente também indicam que algo não está bem”, afirma o especialista.

Após diagnosticada, a doença começa a ser tratada pela correção do que causa a alteração ocular. Uso de colírios e exercícios para o fortalecimento dos olhos são algumas das medidas. Em outros casos, o problema pode ser corrigido com o uso de óculos ou tampões para que o olho se esforce para desviar e corrigir o grau. “Embora muito utilizado no tratamento do estrabismo, essa última alternativa pode não colocar o olho de volta no lugar certo, mas ajuda a devolver a visão do olho estrábico. Neste caso, por questões estéticas, é possível fazer cirurgia para corrigir o desalinhamento”, detalha o Dr. José Ernesto Ghedin Servidei.

O estrabismo não tem cura espontânea e a cirurgia é recomendada apenas quando o desvio se mantém mesmo após outras tentativas de tratamento. “Por isso é ideal que o paciente procure o oftalmologista a partir do momento que perceber alguns dos sintomas. Além disso, é importante se consultar com um médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano”, finaliza. 

 

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