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Notícias | Mundo
22.11.2017 - 17h09 | BBC
Precisamos de um sinal: O drama das famílias que aguardam notícias do submarino desaparecido na Argentina
 
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Passados sete dias após o último contato do submarino argentino ARA San Juan, desaparecido desde quarta-feira, os familiares dos 44 marinheiros a bordo tentam, a despeito da ausência de boas notícias, manter a calma e o otimismo.

"Rezem pelos 44", pede, em entrevista à BBC Brasil, o professor Claudio Rodríguez, irmão do marinheiro Hernán Rodríguez, de 44 anos.

Rodríguez mantém a esperança de rever o irmão, mas admite decepção com o fato de que, nos últimos dias, houve pelo menos quatro pistas que acabaram não sendo confirmadas - desde chamadas por satélite até ruídos que pensava-se serem da embarcação, mas não eram.

"São várias pessoas envolvidas na operação (de busca), mas não há nada ainda", lamenta Rodríguez.

"Não encontram nenhum pedaço de nada, nenhuma chamada de rádio. Temos acesso aos comandantes aqui (na Base Naval) e nos dão todos os detalhes, mas nada de concreto."

"Não há rastros do submarino", confirmou, em entrevista coletiva, o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi. "E são horas críticas por causa do oxigênio. Mas a situação pode ser mais amena caso o submarino esteja na superfície e não submerso."

Em meio ao clima de incertezas, os familiares dos tripulantes estão concentrados na Base Naval de Mar del Plata, balneário a cerca de 400 quilômetros de Buenos Aires, de onde o submarino partiu na segunda-feira (13) e onde deveria ter chegado nesta segunda-feira (20).

A operação de resgate, de magnitude jamais vista na Argentina, envolve mais de dez países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Grã Bretanha, Chile, Uruguai, equipados com aviões, embarcações e robôs de última geração.

 
 
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