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Notícias | Política
10.10.2017 - 09h00 | Eldení Alves
"Queremos retribuição, reciprocidade", diz Maranhão ao negar apoio a Cartaxo e reafirmar candidatura ao governo
 
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O cenário da disputa ao Governo do Estado em 2018 parece estar tomando forma na Paraíba. Após revelar que sua candidatura a governador é uma ‘imposição’ da Executiva Nacional e reafirmar seu desejo pela disputa, o senador José Maranhão foi ainda mais claro quanto ao que se pode esperar do próximo pleito. E uma coisa é certa: o PMDB não irá apoiar a candidatura do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Pelo menos é o que garante Maranhão ao cobrar reciprocidade ao gestor da Capital.

“Nós apoiamos Luciano para prefeito de João Pessoa e agora queremos a retribuição, a reciprocidade. Luciano apoiar o candidato do PMDB. Por que não se nós apoiamos Luciano de forma leal, decisiva? Demos uma contribuição valiosíssima para o seu processo de reeleição. Unicamente isso”, disse durante entrevista à TV Arapuan.

Apesar de não declarar publicamente, o prefeito confidenciou a Maranhão o desejo de disputar o governo. O senador, entretanto, diz que candidatura do, até então, aliado não respeita a “lei da compensação”.

“Ele tem me dito que pretende disputar o governo, que está oferecendo o nome dele, e eu acho isso absolutamente normal. É um direito que ele tem de se candidatar, agora ele não pode impor ao PMDB a obrigação de votar nele de novo. O PMDB, pela lei da compensação, é que poderia agora pedir o apoio do prefeito para uma candidatura a governador”, explicou.

Questionado sobre a situação do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior (PMDB), que nutre fervorosamente o sonho de ocupar o mais alto cargo da gestão, Maranhão reconheceu a importância do PMDB possuir uma prefeitura, mas questionou a equidade de valores na comparação com um projeto estadual.

“Algumas pessoas dizem que é uma coisa boa para Manoel Junior porque ele assumirá, já que Luciano para ser candidato a governador precisa renunciar dois anos e nove meses da prefeitura. Mas, afinal de contas, para que se faz uma chapa com o vice-prefeito? Para que o vice-prefeito tenha as prerrogativas inerentes ao cargo e que são asseguradas por lei. Mas, me perguntam se seriam bom para Manoel Junior. Seria bom, seria ótimo. E o PMDB ficaria feliz com isso? Ótimo, ficaria feliz com isso. Mas, o que é mais importante para uma política de estado, de desenvolvimento econômico e social para o PMDB: a Prefeitura de João Pessoa ou Governo do Estado?”, questionou.

O senador disse ainda estar disposto a trabalhar pelo apoio de Cartaxo à candidatura do PMDB diante da “influência” política do gestor. “Luciano é um político de influência. Se esse for o caso, nós vamos, é claro. Todo candidato tem que ter diálogo, é da essência da democracia”, ressaltou.

 

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