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Notícias | Mundo
12.06.2017 - 09h15 | MSN/Notícias
França: partido de Macron vence legislativas no 1° turno
 
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Um mês depois de tomar posse no Palácio do Eliseu, o presidente francês Emmanuel Macron deve obter a maioria absoluta na Assembleia Nacional, segundo os resultados definitivos do primeiro turno das eleições legislativas francesas, divulgados nesta segunda-feira (11).

O movimento de Macron, República em Marcha, obteve 32,3% dos votos. Segundo as previsões, no próximo domingo (18), depois do segundo turno, o partido e seu aliado, o MoDem, deverão ocupar entre 400 e 455 das 577 cadeiras na Assembleia– a maioria absoluta corresponde a 289 vagas na casa.

O partido de direita “Os Republicanos” chegou em segundo lugar, com 21,5% dos votos. A Frente Nacional, de extrema-esquerda, teve apenas 13,2% e corre o risco de ter apenas um deputado eleito na Assembleia francesa, segundo as previsões. A França Insubmissa, de Jean Luc Mélenchon, obteve 11% e sua bancada deverá ter entre 10 e 23 deputados. O Partido Socialista foi massacrado, com apenas 9,5%, um dos priores resultados das últimas décadas. A previsão é que seus representantes obtenham entre 15 a 40 cadeiras na Assembleia.

Na França, os eleitores escolhem apenas os deputados por voto direto. Os senadores são indicados por 162 mil membros de colégios eleitorais de cada circunscrição francesa.

Abstenção recorde

Apesar do resultado do partido de Macron, muitos membros da oposição lembraram que a forte abstenção registrada (51,29%) nessas eleições, a maior da Quinta República (que teve início em 1956), é um indício de que o novo presidente não pode reivindicar uma unanimidade. “Na prática, apenas um de cada dois eleitores votou. Então, quando eu ouço que estamos virando uma página da vida política francesa, não vejo sentido”, disse o senador socialista Luc Carvounas.

Diante das reticências sobre “o poder sem limites” que poderia ter Macron, o porta-voz do movimento Em Marcha, Benjamin Griveaux, afirmou que não faz parte dos projetos do partido impor uma “única maneira de pensar.” A hegemonia ideológica, disse, não faz parte do “espírito” da base de Macron, que explodiu os partidos tradicionais franceses com apenas um ano de existência.

 
 
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